Ataque por ATWA em São Paulo

•28/06/2010 • Deixe um comentário

Na madrugada da última quinta-feira (dia 17), às 1:20 horas, um ataque por ATWA em São Paulo colocou a luta pela ordem e harmonia nas capas das revistas e jornais do Brasil.

A ação foi direcionada contra uma concessionária dos veículos de luxo Land Rover na Marginal do Pinheiros, ao lado da ponte Eusébio Matoso, zona oeste da capital.

O alvo foi escolhido pelo fato da Land Rover ser uma das marcas líderes na construção, venda e incentivo à compra e utilização de SUVs – automóveis altamente poluentes e danosos ao meio-ambiente.

Oito carros foram destruídos, causando aproximadamente 1,6 milhões de reais em prejuízos. A efetivação do ato se deu através de coquetéis molotov lançados em direção aos carros, uma maneira simples, barata e eficiente de destruição. O gasto com o material foi de 10 reais, aproximadamente.

Agradecemos aos irmãos e irmãs de ATWA pelo coração aberto, mente livre e determinação infalível.

Temos de voltar para os cavalos, devemos deixar os automóveis para trás. Temos de voltar para a terra, voltar para pequenas fazendas e nos livrar da agricultura industrial. Temos que voltar a fazer parte do que nós realmente somos.

O sábio mártir Charles Manson diz: “Voltem para os cavalos!”

Se a guerra continuar a ser travada contra a Terra, ela irá rebater toda a violação transgredida contra o seu corpo – os horrores da guerra do homem contra o homem serão pouco se comparados à guerra de Deus contra o homem, e não existe nenhuma forma de vida na Terra preparada para essa batalha. A Terra está em total desordem e deve ser limpa.

O sábio mártir Charles Manson diz: “Realização é o primeiro passo. Harmonia é a chave para a sua eternidade.”

Entre os vastos oceanos de cegos e egoístas, existem alguns com olhos bem abertos.

Abaixo, algumas imagens dos resultados da missão:

E aqui, alguns artigos da mídia corporativa relatando a missão:

Eco-terroristas que agem nos EUA podem ter atuado em São Paulo

Eco-terroristas assumem ataque à Land Rover

Carros de luxo podem ter sido incendiados por extremistas

Incêndio na Land Rover causa prejuízo de R$ 1,5 mi em SP

Loja da Land Rover incendiada em SP: Oito carros são destruídos

Polícia investiga eco-terroristas por ataque à Land Rover

© 2010 ATWA Brasil

ATWA Brasil: “Uma América”

•25/06/2010 • Deixe um comentário

Abaixo, mais uma produção oficial da ATWA Brasil: “Uma América”.

Uma conversa por telefone com Charles Manson, gravada no dia 28 de maio de 2010. Ele fala muito sobre o Brasil e a essência do povo brasileiro e dos nossos ancestrais. Por fim, Manson passa o comando sobre o que deve ser feito para resgatar ATWA na América do Sul.

O vídeo conta com imagens ilustrativas, o áudio original da conversa, e legendas em português.

© 2010 ATWA Brasil

Oceanos engasgados em CO2

•23/06/2010 • Deixe um comentário

Os oceanos do mundo estão engasgando com o aumento da presença de gases de efeito estufa liberados por ações humanas, destruindo os ecossistemas marinhos e quebrando as cadeias alimentares – são mudanças irreversíveis que não ocorreram por vários milhões de anos, aponta um novo estudo. A mudança pode ter conseqüências desastrosas para centenas de milhões de pessoas e outros seres vivos ao redor do mundo que dependem dos oceanos para a sua sobrevivência, e pode significar a destruição do coração e dos pulmões da Terra.

“É como se a Terra fumasse dois maços de cigarros por dia”, explica o cientista australiano Ove Hoegh-Guldberg, autor do novo estudo. A conclusão é baseada em 10 anos de investigação marinha, e descobriu que as alterações climáticas têm causado declínios importantes nos ecossistemas marinhos.

Os oceanos estão em um processo de aquecimento e acidificação, a circulação da água está sendo alterada e zonas mortas nas profundezas dos oceanos estão em expansão, diz o relatório. Há também uma queda nos ecossistemas dos oceanos, como as florestas de laminarias (algas) e recifes de corais, e as cadeias alimentares marinhas estão sendo destruídas, com peixes cada vez menores e maior freqüência de doenças e pragas entre os organismos marinhos. “Se continuarmos por essa via, chegaremos a condições nunca antes vistas pelo homem”, disse Hoegh-Guldberg. Ironicamente, são as ações humanas que estão pintando essa realidade.

Os oceanos são o coração e os pulmões da Terra, produzindo metade do oxigênio do mundo e absorvendo 30 por cento do dióxido de carbono liberado pelo homem. “Estamos entrando em um período em que os serviços dos oceanos sobre o qual muito depende a humanidade estão passando por grandes mudanças e, em alguns casos, começando a falhar”, disse Hoegh-Guldberg. “Muito claramente, a Terra não pode ficar sem o mar. Esta é mais uma prova de que estamos a caminho para o próximo grande evento de extinção”, explicou o cientista.

Mais de 3,5 bilhões de pessoas dependem dos oceanos para a sua principal fonte de alimento, e em 20 anos esse número pode dobrar, os autores do relatório dizem. O clima do planeta manteve-se estável durante milhares de anos, mas a mudança do clima nos últimos 150 anos está forçando organismos a mudarem rapidamente – mudanças que no ritmo natural da evolução levariam muito tempo.

Mas pensar nesse assassinato dos oceanos com um foco sobre as implicações para a humanidade é um grande erro – afinal, os seres humanos são a raiz do problema. Os alertas dos cientistas são importantes para elucidar o caminho que estamos traçando, mas interpretá-los sob uma ótica antropocêntrica é uma falha que faz pouco para que a solução para os problemas seja encontrada. A vida está morrendo agora, e não daqui a 10 ou 20 anos. Os oceanos estão lutando para sobreviver, e esse assassinato parte das mãos dos homens.

ATWA era ATWA antes de o homem aparecer, e continuará a ser ATWA depois que o apocalipse da Terra se complete. Serve então aos poucos homens que desejam sobreviver lutar pelo todo da vida – toda a água é uma única água, todas as vidas são uma vida só. Esse é o pensamento do agora, e a única saída para escapar do Helter Skelter que está presente por todos os lados.

Para ler outro artigo sobre o assassinato dos oceanos, clique aqui.

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21 de junho: O dia dos Solstícios

•21/06/2010 • 2 Comentários

O Sol atingiu hoje, às 8h28, o ponto mais ao norte de sua trajetória no céu.

O dia de hoje (21 de junho) marca o Solstício de Inverno para nós no hemisfério sul. Trata-se de um fenômeno astronômico usado para marcar o inicio do inverno.

O Solstício de Inverno ocorre quando o Sol atinge a maior distância angular em relação ao plano que passa pela linha do equador, ou seja, o afastamento máximo do astro em relação a nós. Marca também o dia mais curto do ano no hemisfério sul – isso é, com menos horas de luz natural por aqui. Em São Paulo, o Sol nasceu às 6h47 e vai e pôr às 17h28.

A partir de agora, o Sol começa a voltar em nossa direção, até atingir sua altura mais meridional em dezembro, quando teremos o Solstício de Verão.

A data era de grande importância para diversas culturas antigas, que de um modo geral a associavam simbolicamente às aspectos como o nascimento ou renascimento. Muitas festas tradicionais surgidas na Europa (e disseminadas pelo restante do mundo com a expansão da civilização ocidental) estão ligadas ao ciclo do analema, como a Páscoa, o Natal e diversas celebrações pagãs.

Para quem mora acima do equador, isso tudo se inverte. Com o Sol alto no céu hoje, os povos do hemisfério norte comemoram o Solstício de Verão.

Os Solstícios de 2010

Milhares de neopagãos dançaram e saltaram em alegria nesta segunda-feira quando o Sol se elevou sobre o círculo de pedras de Stonehenge, na Inglaterra, marcando o Solstício de Verão do hemisfério norte. Na Bolívia, índios aimará celebraram seu ano novo, que coincide com o Solstício de Inverno do hemisfério sul.

Cerca de 20 mil pessoas lotaram o local pré-histórico em Salisbury, no sul da Inglaterra, para ver o alvorecer às 4h52, hora local, após uma tradicional festa que já havia durado a noite inteira. O evento costuma atrair milhares de participantes com estilos de vida alternativos, que aguardam a aurora na Pedra do Calcanhar, um pilar localizado do lado de fora do círculo. Enquanto o Sol de erguia, uma mulher escalou uma das pedras do círculo e tocou uma corneta de chifre, dando as boas-vindas ao dia mais longo do ano para o hemisfério norte. Tambores, pandeiros e gritos reverberavam ao fundo.

Na Bolívia, milhares de devotos celebraram o Solstício de Inverno, também conhecido pelos índios aimará como Willka Kuti, ou Retorno do Sol. Próximo ao lago Titicaca, Tiwanaku é um dos pontos magnéticos que atraem peregrinos de todos os cantos do mundo. “Os habitantes do norte festejam o nascimento de Jesus e o ano-novo do calendário gregoriano”, diz Dom Lucas, presidente do Conselho de Amautas (sábios) de Tiwanaku. “O início do ano sempre coincide com o começo do inverno, quando a terra está descansando, preparando- se para um novo ciclo. Por isso, aqui no sul, celebramos o Willka Kuti no final de junho”. Os incas de Cuzco também marcavam essa data com a Festa do Sol, o Inti Raymi. O festival Inti Raymi moderno recomeçou em 1944 e vinculou a efeméride natural com o dia de São João, em 24 de junho.

Feliz Solstício!

Abaixo, imagens do Solstício de Inverno do hemisfério sul e do Solstício de Verão do hemisfério norte nesse ano de 2010:

© 2010 ATWA Brasil

José Saramago e o direito dos animais

•20/06/2010 • Deixe um comentário

O texto abaixo, contra a exploração animal em circos e zoológicos, foi escrito em 2009 por José Saramago, o autor português que faleceu essa semana:

“Pudesse eu, e fecharia todos os zoológicos do mundo. Pudesse eu, e proibiria a utilização de animais nos espetáculos de circo. Não devo ser o único a pensar assim, mas arrisco o protesto, a indignação, a ira da maioria a quem encanta ver animais atrás de grades ou em espaços onde mal podem mover-se como lhes pede a sua natureza. Isto no que toca aos zoológicos. Mais deprimentes do que esses parques, só os espetáculos de circo que conseguem a proeza de tornar ridículos os patéticos cães vestidos de saias, as focas a bater palmas com as barbatanas, os cavalos empenachados, os macacos de bicicleta, os leões saltando arcos, as mulas treinadas para perseguir figurantes vestidos de preto, os elefantes mal equilibrados em esferas de metal móveis. Que é divertido, as crianças adoram, dizem os pais, os quais, para completa educação dos seus rebentos, deveriam levá-los também às sessões de treino (ou de tortura?) suportadas até à agonia pelos pobres animais, vítimas inermes da crueldade humana. Os pais também dizem que as visitas ao zoológico são altamente instrutivas. Talvez o tivessem sido no passado, e ainda assim duvido, mas hoje, graças aos inúmeros documentários sobre a vida animal que as televisões passam a toda a hora, se é educação que se pretende, ela aí está à espera.

Perguntar-se-á a que propósito vem isto, e eu respondo já. No zoológico de Barcelona há uma elefanta solitária que está morrendo de pena e das enfermidades, principalmente infecções intestinais, que mais cedo ou mais tarde atacam os animais privados de liberdade. A pena que sofre, não é difícil imaginar, é consequência da recente morte de uma outra elefanta que com a Susi (este é o nome que puseram à triste abandonada) partilhava num mais do que reduzido espaço. O chão que ela pisa é de cimento, o pior para as sensíveis patas deste animais que talvez ainda tenham na memória a macieza do solo das savanas africanas. Eu sei que o mundo tem problemas mais graves que estar agora a preocupar-se com o bem-estar de uma elefanta, mas a boa reputação de que goza Barcelona comporta obrigações, e esta, ainda que possa parecer um exagero meu, é uma delas. Cuidar de Susi, dar-lhe um fim de vida mais digno que ver-se acantonada num espaço reduzidíssimo e ter de pisar esse chão do inferno que para ela é o cimento. A quem devo apelar? À direção do zoológico? À Câmara? À Generalitat?

P.S.: Deixo aqui uma fotografia. Tal como em Barcelona há grupos – obrigado – que têm pena de Susi, na Austrália também um ser humano se compadeceu de um marsupial vitimado pelos últimos incêndios. A fotografia não pode ser mais emocionante.

-José Saramago”

Para ler o artigo original, clique aqui.

© 2010 ATWA Brasil

Baleias ilustram a perfeição de ATWA

•16/06/2010 • Deixe um comentário

O caso da caça de baleias ilustra perfeitamente a unicidade de ATWA – a união e interdependência de todas as formas de vida em nosso planeta. O crime contra a sobrevivência desses animais esboça a ignorância dos homens, das mentes do dinheiro. Enquanto essas vidas são roubadas, transformadas em lucro para uns poucos, o caçador parece cego quanto à realidade de que o golpe é também contra a vida dele mesmo: no sistema da unicidade da vida, aquela vida é a sua vida. O carma natural retornará.

As nações pró-caça perpetuaram mitos para justificar a matança. Esses mitos são disseminados pela mídia de alguns dos países pró-caça, como a Noruega, o Japão e a Islândia, e financiados por outros atores comerciais envolvidos no processo da caça.

Entre os principais mitos, está o de que as baleias comem muito peixe, reduzindo os estoques pesqueiros, deixando menos para os seres humanos. Trata-se de um argumento egoísta, típico da ética antropocêntrica do homem moderno, que posiciona o homem como administrador legítimo dos assuntos do planeta. Não passa de falta de inteligência e conhecimento sobre ATWA, o sistema de suporte de vida do planeta Terra. Os mares vêm convivendo com os peixes e as baleias há milênios – até que os humanos chegaram. O maior impacto nesse relacionamento se deu com o desenvolvimento da tecnologia a vapor, que possibilitou “arrastões” para pilhar os oceanos. Obviamente, o homem é a espécie invasora.

Outro mito comum é a ironia de que “a caça é feita de forma humanitária”. Logicamente, é humanitária mesmo, considerando que se trata de assassinatos para abastecer os desejos e confortos dos humanos. Mas não é esse o argumento dos criminosos. Com “forma humanitária”, os assassinos querem dizer que os animais não sofrem com a perda das suas vidas. Os caçadores dizem que eles usam arpões com explosivos para matar os animais “rapidamente”. Ironicamente, esse argumento não considera a vontade da baleia de sobreviver. Mesmo assim, os pontos do argumento não passam de mitos: a Comissão Internacional da Baleia estima que a morte leva, em média, 14 minutos – se o arpão for atirado com eficácia. Se não, pode ultrapassar uma hora. As baleias que não morrem imediatamente são supostamente alvejadas com rifles, mas é comum também que elas sejam arrastadas até se afogarem.

Esse último mito foi desmascarado absolutamente com imagens divulgadas recentemente pela Sociedade Mundial de Proteção Animal (WSPA, na sigla em inglês). O vídeo mostra um baleeiro norueguês usando arpões explosivos para matar as baleias em 23 de maio desse ano. A tripulação passa 22 minutos tentando se certificar de que a baleia está morta. O mamífero sofre por cerca de duas horas e depois é atingido por um outro arpão lançado pelo navio norueguês, quando finalmente morre. Se for isso que os criminosos querem chamar de “forma humanitária”, então que fique evidente que se trata de tortura e assassinato – nada além disso.

Sobre esses crimes, está marcada para o dia 21 de junho uma reunião da Comissão Internacional da Baleia, em Agadir, no Marrocos, em que os 88 países membros vão votar uma proposta da comissão de permitir a caça controlada do animal. Ironicamente, o Japão estaria comprando votos de pequenas nações para ganhar apoio pró-caça. Países como São Cristóvão e Nevis, Grenada, Ilhas Marshall, Kiribati, Guiné e Costa do Marfim se mostraram interessados em negociar seus votos na comissão. Eles estariam recebendo ajuda financeira do Japão em troca de seus votos favoráveis à caça. Alguns países alegaram que o Japão também ofereceu dinheiro para gastarem nas despesas da reunião da comissão e até mesmo garotas de programa para ministros e diplomatas.

Dessa forma, se faz a lei pelas mãos dos homens: mais um exemplo de como atuam as mentes do dinheiro em conflito com ATWA. Se a comissão aprovar a caça das baleias, será interessante saber se, no futuro, será lembrado que o genocídio contra esses animais foi aprovado em troca de dinheiro e prostitutas japonesas.

O ciclo e a perfeição de ATWA estão claros para todos que vêem. Um sistema perfeito e harmônico, em equilíbrio com tudo o que vive nesse planeta. Nem todos os homens são iguais, mas o coletivo denuncia a espécie: um câncer que se multiplica sem controle nas células do corpo da Terra, destruindo esse equilíbrio a cada dia.

Um exemplo dessa perfeição dos sistemas vivos é encontrado na recente pesquisa da Universidade Flinders, na Austrália, sobre como as fezes de baleias ajudam a absorver o dióxido de carbono do ar – exatamente o que os homens estão se provando incapazes de fazer com as próprias mãos, tecnologia e bom senso. A beleza é impressionante: as baleias do Oceano Antártico liberam cerca de 50 toneladas de ferro em suas fezes por ano, o que estimula o crescimento de plantas marinhas (fitoplâncton) que absorvem gás carbônico durante a fotossíntese. O processo resulta na absorção de cerca de 400 mil toneladas de carbono, mais do que o dobro do que as baleias liberam na respiração, segundo o estudo dos australianos. Eis aqui um exemplo de um ser vivo responsável, capaz de sobreviver em aliança com o planeta.

O fitoplâncton é a base da cadeia alimentar marinha nessa parte do mundo, e o crescimento dessas pequenas plantas é limitado à quantidade de nutrientes disponível, incluindo o ferro. As baleias se alimentam basicamente de lulas no fundo do oceano e defecam nas águas mais próximas da superfície onde o fitoplâncton pode crescer, tendo acesso à luz. O fitoplâncton é consumido por animais marinhos minúsculos – como o zooplâncton – que, por sua vez, são consumidos por criaturas maiores que fazem parte do cardápio das baleias. Um ciclo fechado, perfeito. A interferência do homem resulta em roubar uma peça desse quebra-cabeça em equilíbrio. Os efeitos disso não são limitados à cadeia alimentar marinha.

Esse caso das baleias serve como testemunha da perfeição de ATWA e da guerra declarada pelo homem contra o sistema de suporte de vida do planeta. Mitos são disseminados por aqueles que lucram com o crime; os criminosos compram a lei dos fracos e ignorantes com moedas e prostitutas; o desequilíbrio do que é perfeito é incentivado; e para terminar, o ciclo é fechado: os erros voltarão contra os homens, pois a vontade de Deus é uma e será respeitada. O erro é não compreender que contra ATWA não existe vitória – ou você está lutando pela vida, ou está lutando pela morte.

© 2010 ATWA Brasil

A ameaça contra ATWA continua no Brasil

•14/06/2010 • Deixe um comentário

As ameaças contra ATWA continuam com o projeto do novo Código Florestal Brasileiro, a fim de fragilizar esse dispositivo legal para expandir o desmatamento em nome de avanços no agronegócio. O relator do projeto é o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que em sua apresentação no dia 8 de junho afirmou que o projeto é “dedicado aos agricultores do Brasil” e que o boi é “o animal favorito do brasileiro” – uma ironia com relação ao alto consumo de carne bovina no país.

Mais de 70 deputados da Bancada Ruralista, representando os interesses do agronegócio, estão unidos a Aldo Rebelo para enfraquecer o Código Florestal Brasileiro. O novo texto retira a reserva legal de 20% de florestas em propriedades particulares, e retira a função social da terra, o que transfere para o estado a conta de qualquer prejuízo ambiental. Na leitura de seu relatório hoje, Aldo Rebelo agradeceu a três conhecidos ruralistas no Congresso: Moacir Micheletto, Homero Pereira e Anselmo de Jesus. Se eles conseguirem aprovar o novo código, milhões de hectares deixarão de ser protegidos por lei – essas terras são suas, a sua vida!

O brasileiro deve ver suas florestas e outros biomas como seu maior tesouro. As mentes do dinheiro vêem na conservação um obstáculo para o lucro. Os demais precisam ver além disso, e compreender que no todo da vida bate o seu próprio coração.

O sábio mártir Charles Manson diz: “O ar que você respira é mais importante do que o dinheiro que você gasta, porque você pode gastar esse dinheiro e acabar sem ar algum”.

Em outras palavras, o brasileiro não pode ficar de braços cruzados enquanto os inimigos da vida lutam para derrubar o Código Florestal Brasileiro. Os lucros deles não salvarão você.
Trata-se de um crime contra o todo da vida, que inclui todos nós. Se o novo código for aprovado, é necessário que todos os brasileiros sintam essa facada. Ela matará lentamente, com muita dor. Portanto, o momento de agir é esse, é agora, enquanto ainda estamos fortes.

O sábio mártir Charles Manson diz: “Você não pode cortar três milhões de árvores todas as manhãs e esperar que o sistema de suporte de vida da nave Terra se sustente. Sem essas árvores, nós estamos todos perdidos”.

E é essa lógica tão simples que muitos pecam em não compreender. As florestas são o lar de muitos indivíduos não-humanos que dependem delas para sobreviver. As florestas são sua casa, sua fonte de sustento e sua referência de vida. Sem elas, eles morrem. A ética antropocêntrica que inibe o homem de ver a si próprio nessas vidas não-humanas é a arma que permite criminosos como Aldo Rebelo e seus comparsas sugerirem a matança indiscriminada de outras vidas em nome do “avanço do agronegócio”.

Os seres humanos verdadeiramente vivos devem apoiar o movimento de proteção das florestas como uma forma de proteger os interesses dos não-humanos livres que se vêem acuados em espaços cada vez menores e em populações cada vez mais ameaçadas. Sua situação é muito parecida com a de populações indígenas, que sempre viveram nas florestas e nunca as destruíram. Pelo contrário, as preservaram e as adoraram, até que as mentes do dinheiro declararam a sua guerra.

A ameaça contra ATWA continua no Brasil. Homens de paletó e mentes do dinheiro, os inimigos inseparáveis unidos, contra você e tudo que ama a vida nesse planeta. Todas as vidas são uma única vida. Ao aprovar o novo Código Florestal Brasileiro, está oficialmente aberta uma “temporada de desmatamento” nas cinco regiões do Brasil. É a sua própria vida em jogo que está sendo discutida – o seu direito de respirar e viver.

Para ler mais sobre o caso do Código Florestal Brasileiro, clique aqui.

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