Governo americano matou 4,9 milhões de animais em 2008

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O número de animais envenenados, mortos a tiro ou capturados pelo Ministério da Agricultura [dos Estados Unidos] mais do que duplicou no ano passado, e ambientalistas que são críticos das matanças têm renovado seus esforços para reduzir o financiamento do programa.

O USDA Wildlife Services (nome dado ao órgão do governo americano encarregado do “controle de ameaças selvagens”) matou mais de 4.9 milhões de animais durante o ano fiscal de 2008. Isso representa mais que o dobro dos 2.4 milhões de animais abatidos no ano anterior, mas a agência sustenta que o aumento é devido a métodos de contagem mais precisos.

O USDA Wildlife Services, que lançou a contagem anual de mortes na semana passada, relatou que 90% dos animais mortos em 2008 eram corvos, melros, pega-rabudas e três espécies de “aves invasivas” – estorninhos, pardais e pombos. Outros animais frequentemente abatidos são sapos, lobos cinzentos e lebres.

A porta-voz da agência do governo, Carol Bannerman, afirmou que o Wildlife Services é acionado pelo Congresso para responder ás pessoas e órgãos governamentais que têm problemas com a vida selvagem, incluindo espécies invasivas. Por exemplo, ela disse que a agência matou mais de três dezenas de ratos na Flórida para garantir que grandes roedores não danificariam frutas e hortaliças.

Em outras áreas do país, corvos que comiam alimentos de animais em fazendas foram eliminados. Bannerman disse que a produção de leite poderia cair caso as vacas leiteiras não recebessem proteínas suficientes, e que as fezes de aves podem conter bactérias e vírus que podem infectar as vacas.

Bannerman citou um projeto que foi iniciado na última segunda-feira em Nova Iorque que pede a remoção de pelo menos 2 mil gansos de parques que estão localizados em um raio de 5 milhas do Aeroporto Internacional John F. Kennedy e do Aeroporto La Guardia, em uma tentativa de evitar colisões com aeronaves. “É algo além do gerenciamento de predadores”, disse Bannerman em relação à missão da agência.

Mas o grupo ambientalista WildEarth Guardians acusa o Wildlife Services de “travar uma guerra contra a vida selvagem” usando dinheiro do contribuinte. O grupo se mostrou particularmente preocupado com o uso do pesticida DRC-1339 para matar pássaros. “O Wildlife Services matou um número recorde de vida selvagem, incluindo lobos cinzentos, pássaros e outros animais em um momento em que a maioria dos americanos se tornou mais preocupado com a conservação”, disse Wendy Keefover-Ring, diretora da divisão de carnívoros do grupo.

A agência do governo disse que o aumento no número de mortes foi reportado usando um novo modelo de computador que estima com mais precisão o número de pássaros removidos de fazendas e campos de agricultura onde poderiam estar causando problemas.

O Wildlife Services foi criticado nos anos passados por se recusar a publicar o número anual de animais mortos, até que grupos ambientalistas alertaram oficiais da agência sobre uma decisão federal que obriga agências do governo a reportar ao público os seus resultados.

Quando se trata de lidar com “espécies problemáticas”, nas palavras da agência, o Wildlife Services afirma que a prioridade é suar táticas não-letais, como acionar oficiais locais para iniciar programas de redução alimentar em parques ou incentivar instalações como aeroportos a tornar os seus arredores menos amigáveis à vida selvagem.

Para ler a matéria original, clique aqui

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© 2009 ATWA Brasil

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~ por Rotten Ideas em 13/08/2009.

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