A luz verde para a extinção dos tigres

tigre

A constante queda da população mundial de tigres poderá ser intensificada após o governo da China ter cautelosamente aprovado a venda de produtos extraídos desses animais. Ambientalistas alertaram ontem que essa decisão poderia impulsionar o comércio de poções ilegais e expandir o mercado negro para os caçadores furtivos, predando esses raros animais até em áreas distantes como a Índia.

Tônicos de tigre, como o vinho feito a partir de ossos do animal, são considerados como potentes medicamentos tradicionais chineses, e são vendidos por um preço elevado no mercado negro.

A Administração Florestal Estatal da China, que é responsável pela vida selvagem no país, emitiu um documento autorizando o comércio de tigres legalmente obtidos e peles de leopardo em dezembro de 2007, mas com tão pouco alarde que mal houve menção disso na mídia nacional. Quase toda referência a isso foi posteriormente apagada da internet, aparentemente em meio a preocupações oficiais de danos à reputação da China antes dos Jogos Olímpicos de 2008 em Pequim.

O novo documento especifica o comércio e uso de peles de leopardo e tigre “e seus produtos”. Essas peles são tradicionalmente valorizadas entre os tibetanos para embelezar vestes para ocasiões cerimoniais. Mas são essas três palavras vagas – “e seus produtos” – que provocam desconfianças.

Aproximadamente, somente 30 a 40 tigres sobrevivem hoje em estado selvagem na China. Mas cerca de 5 mil deles vivem nas chamadas “fazendas de tigres”, onde eles são criados e alimentados em grande escala. Ostensivamente, as fazendas são atrações turísticas, mas acredita-se que seus proprietários esperam usar os animais para produzir os caros tônicos de tigre. A renda proveniente dos visitantes seria certamente ofuscada pelos lucros das vendas de vinho de osso de tigre.

A Índia, país vizinho da China, possui a maior população mundial de tigres em estado selvagem. Conservacionistas indianos acreditam que o rápido declínio no número de tigres no país é resultado direto do crescimento econômico da China e do aumento na procura de medicamentos tradicionais chineses. A população de tigres indianos situou-se em 1411 em fevereiro do ano passado, segundo uma contagem oficial, contra 3642 em 2002 e estimados 40 mil animais há um século.

É temido que a liberação de produtos de tigres de criação legal criará um nicho de mercado para produtos dos tigres selvagens da Índia, que são considerados mais potentes do ponto de vista do consumidor chinês.

Os conservadores também acreditam que os tigres indianos serão alvo por causa da caça ilegal de animais ser muito mais barata do que criá-los. “Você pode matar um tigre com apenas alguns pesticidas”, disse Ashok Kumar, de um grupo ambientalista indiano. “Por outro lado, expandir um em cativeiro é uma tarefa muito mais cara”. De fato, os caçadores de tigres selvagens na Índia são pagos pelos traficantes de animais cerca de 20 Reais por carcaça de tigre.

Do outro lado da fronteira, na China, tigres têm sido usados para fins medicinais há milhares de anos, e um único animal pode valer muito. Os ossos são a parte de maior valor, com os 25 kg de um animal médio chegando a valer cerca de 850 mil Reais.

Considerando o preço banal para caçá-los na Índia, essa é a receita perfeita para a destruição dos tigres selvagens.

Para ler a matéria original, clique aqui

E abaixo, um vídeo da ATWA Brasil sobre essa questão:

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© 2009 ATWA Brasil

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~ por Rotten Ideas em 04/09/2009.

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