Piada em Copenhague: O “texto dinamarquês”

Para quem tem consciência ambiental, para quem vive em ATWA e respira ATWA, o encontro dos poluidores e irresponsáveis em Copenhague, também conhecido como COP-15 ou pelo seu nome mais formal, “Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2009”, não passaria mesmo de mais uma piada.

O presidente que envia 17 mil soldados para a guerra, e está pensando em mais 30 mil, ganhou o Prêmio Nobel da Paz. O mesmo homem que gastou 1,1 trilhões de dólares para salvar a economia mais destrutiva do planeta Terra, mas se recusa a abrir a mão quando se fala do ar, das árvores, da água e dos animais. Considerando isso, não é surpresa o vazamento do “texto dinamarquês”. E quem estava envolvido? Sim, o “homem da paz”.

A Conferência de Copenhague se tornou, porém, uma piada mais azeda logo de início. Tudo começou a alguns dias, em 8 de dezembro, com o vazamento do chamado “texto dinamarquês”. Trata-se de um documento oficial que não deveria ter vazado. Ele concede mais poder às supostas “nações desenvolvidas”, minimiza o papel da ONU de interferir com as questões climáticas, e abandona o Protocolo de Kyoto. Esse era o plano dos Estados Unidos, Reino Unido e Dinamarca na Conferência de Copenhague. Seriam gastos 11 dias de baboseira – e muito dinheiro, e muita poluição – para assinar esse papel que já estava pronto.

O rascunho também dividia os “países em desenvolvimento” em dois grupos, os “capazes” e os “vulneráveis”, sendo que os “países capazes” não teriam a necessidade de receber recursos – o Brasil entraria nessa categoria. “O resultado de tudo isso é que os países ricos querem roubar dos países em desenvolvimento seu espaço de emissões na atmosfera”, argumentou o embaixador Lumumba Stanislaus DI-Aping, do Grupo do G77 + China.

Lumumba ainda contou que o “texto dinamarquês” não levava em consideração nenhuma das propostas apresentadas por países em desenvolvimento. Em termos de financiamento da adaptação dos países pobres, a proposta era de que os países ricos transferissem a eles 10 bilhões de dólares por ano, de 2012 a 2015. A quantia é bem menor do que os 1,1 trilhões que os Estados Unidos investiram para se salvar da crise financeira recentemente.

Os líderes das nações são os líderes das nações. As decisões da nação são responsabilidade deles. Da mesma forma que a incapacidade de conter a destruição da Amazônia é responsabilidade da autoridade máxima no Brasil, o presidente, o mesmo se aplica para todos os outros países.

Se a Terra e a vida são jogos de dinheiro para eles, haverá um momento em que as crianças terão que sair de casa com facas, armadas na escuridão, e trazer o problema às casas deles. A autoridade será das crianças, vítimas desses crimes. Um crime contra o ar, as árvores, a água, os animais, é um crime contra a vida – a minha vida, a sua vida, toda vida. No karma contínuo do universo, haverá punição.

Abaixo, algumas matérias sobre esse assunto:

“Texto dinamarquês” acentua divisões entre países desenvolvidos e em desenvolvimento

Projeto de texto dinamarquês ameaça cúpula de Copenhague

A polêmica sobre o texto dinamarquês

Aqui, uma cópia escaneada do documento original, o “texto dinamarquês”:

Documento Original do ”Texto Dinamarquês”

logo final

© 2009 ATWA Brasil

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~ por ATWA Brasil em 10/12/2009.

Uma resposta to “Piada em Copenhague: O “texto dinamarquês””

  1. […] Para ler a matéria original, clique aqui […]

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