Conhecer a terra é compreender o problema

“Os sapos desapareceram da zona rural por causa das mudanças do clima, e agora não há como controlar os insetos. Agora temos que usar produtos químicos para lutar contra as pestes, mas isso está matando o solo”, conta Julián Pilco, um fazendeiro peruano. Enquanto homens de paletós se encontram para discutir o impacto ambiental das práticas humanas, armados com complexos sistemas e modelos climáticos, fruto do trabalho de cientistas dedicados e bem pagos, basta realmente estar vivo e consciente sobre o que cerca o homem hoje para compreender que algo mudou seriamente. As pessoas que vivem na terra, e de acordo com a terra, sabem muito bem disso.

A emissão excessiva de gases de efeito estufa, a maioria proveniente dos países chamados de “industrializados”, tem um impacto cada vez mais forte na vida de milhões de pessoas residentes em áreas rurais ao redor do mundo. O principal emissor de gases do efeito estufa é os Estados Unidos, com 20,6% do total global. O Peru, nosso vizinho, de acordo com dados da Convenção das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, emite apenas 0,4% desses gases, mas é um dos países mais vulneráveis no que se refere às conseqüências dessa prática.

As geleiras peruanas diminuíram 22% nos últimos anos – o equivalente ao consumo total de água da sua capital, Lima, por um período de 10 anos. Pragas e doenças têm aparecido em novas áreas, enquanto que na Amazônia Peruana há cada vez mais inundações, secas e tempestades de granizo. Em pouco tempo, a região perdeu completamente qualquer forma de equilíbrio natural.

Testemunhos alarmantes dos que vivem da terra são muitos. “As chuvas que costumavam vir em setembro chegam agora em janeiro do ano seguinte. Enquanto isso, o sol não perdoa”, conta Abrasa Pilco, um agricultor da região central andina de Cuzco. “Não há mais nenhuma neve na montanha Apu Ausangate, e não há mais água nas nascentes”, diz Cayetano Huanta, um agricultor da mesma região. Na cidade costeira de Chimbote, Yolanda Lara relata que “o mar está transbordando e as fundações das casas foram enfraquecidas”. Na região amazônica de San Martín, o experiente agricultor Misael Salas Amasifuén relata recentes tempestades de granizo em sua comunidade: “Isso nunca tinha acontecido antes”. Os sinais estão claros.

Para aqueles que não estão trancados em suas prisões, suas cidades, fortalezas para “proteger” o homem do mundo animal do qual ele ironicamente pertence, a mudança climática da Terra não é algo a ser debatido considerando o futuro – ela está acontecendo aqui, agora! O planeta está respondendo a cada minuto às decisões humanas e, portanto, todos os homens, como um só, são responsáveis pelo que está a caminho.

ATWA – ar, árvores, água, animais – é o nosso sistema de suporte de vida, e destruir ATWA é apagar a nossa existência. Manson diz: “A ecologia é Deus, pois sem ela estaremos mortos para sempre – não haverá vida na Terra”. A terra e os animais têm mais a nos falar do que qualquer modelo climático de qualquer cientista, e interpretar os sinais que vêm da terra é a única maneira de aprender a respeitar o nosso planeta, que pulsa com vida. Ele continuará a viver mesmo depois de todos nós desaparecermos.

Para ler a matéria original, clique aqui

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© 2010 ATWA Brasil

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~ por ATWA Brasil em 25/01/2010.

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