Consumo de carne é suicídio coletivo

No topo absoluto da cadeia alimentar, os seres humanos se dão ao luxo de comer de tudo, mas a um preço elevado: a pesca maciça está levando as espécies marinhas à extinção, e a piscicultura polui a água, o solo e a atmosfera. Mudar nossos hábitos não é mais um caso de opção, mas um dever coletivo. Charles Manson diz: “As pessoas que pensam que o mundo não pode ser resgatado – os padrões de cérebros das suas mentes também devem mudar, por e com a vontade de Deus, total e completamente, ou eles devem ser retirados do mundo”.

Alimentar a humanidade – nove bilhões de indivíduos até o ano 2050, segundo as previsões da ONU – exigirá uma adaptação do nosso comportamento, sobretudo nos países mais ricos, afinal, os biopiratas são os maiores responsáveis pelo consumo desenfreado de animais. Por exemplo, os Estados Unidos e a China, que juntos somam algo como 25% da população total do planeta, consomem 35% do total da carne bovina, 50% da carne de frango e 65% da carne de porco “produzida” na Terra. Ironicamente, o Brasil é um dos maiores exportadores de carne para esses dois países.

Segundo um recente relatório da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), a produção mundial de carne deverá dobrar para atender à demanda mundial, chegando a 463 milhões de toneladas por ano. Apesar dos sinais de ATWA sobre as práticas humanas, o consumo de animais continua a crescer mundialmente. Um chinês que consumia 13,7 kg de carne em 1980, por exemplo, hoje come em média 59,5 kg por ano. Nos países apelidados de “desenvolvidos”, o consumo chega a 80 kg per capita.

“O problema é como impedir que isso aconteça. Quando a renda aumenta, o consumo de produtos lácteos e bovinos segue o mesmo caminho: não há exemplo em contrário no mundo”, explica Hervé Guyomard, diretor científico em Agricultura do Instituto Nacional de Pesquisa Agrônima da França (INRA), responsável pelo relatório Agrimonde sobre “os sistemas agrícolas e alimentares mundiais no horizonte de 2050”.

Atualmente, a agricultura produz 4.600 quilocalorias por dia e por habitante, o suficiente para alimentar seis bilhões de indivíduos. Deste total, no entanto, 800 se perdem no campo (pragas, insetos, armazenamento), 1.500 são dedicadas à alimentação dos animais – que só restituem em média 500 calorias na mesa – e 800 são desperdiçadas nos países desenvolvidos. Isso quer dizer que, além de o consumo de animais ser um crime contra o todo da vida, se trata também de uma prática insustentável, em que áreas enormes que poderiam ser aproveitadas para o resgate da natureza são transformadas em pasto – uma espécie de “lixo vivo” que simplesmente prepara os animais para o seu assassinato.

O gado custa caro ao meio ambiente: 8% do consumo de água, 18% das emissões de gases causadores do efeito estufa (mais que os transportes como um todo) e 37% do metano (que colabora para o aquecimento do clima 21% mais que o CO2) emitido pelas atividades humanas. Mesmo que seja fonte essencial de proteínas, a carne bovina não é “rentável” do ponto de vista alimentar: “são necessárias três calorias vegetais para produzir uma caloria de carne de ave, sete para uma caloria de porco e nove para uma caloria bovina”, explica Guyomard. Desta maneira, mais de um terço (37%) da produção mundial de cereais serve para alimentar o gado – 56% nos países ricos – segundo o World Resources Institute.

Seria o caso, então, de cortar o consumo de carne? Charles Manson diz: “Você come carne com os seus dentes e você mata coisas que são melhores do que você, e do mesmo jeito você diz como são ruins e violentas as suas crianças”.

Desviar o assunto para o consumo de peixes não é solução. Os oceanos não podem ser considerados uma despensa inesgotável, diz Philippe Cury, diretor de pesquisas do Instituto de Pesquisas para o Desenvolvimento (IRD). De fato, o número de pescadores é duas a três vezes superior à capacidade de reconstituição das espécies. No ritmo atual, a totalidade das espécies comercializadas haverá desaparecido antes de 2050.

Para ler a matéria original, clique aqui

© 2010 ATWA Brasil

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~ por ATWA Brasil em 26/02/2010.

4 Respostas to “Consumo de carne é suicídio coletivo”

  1. Toda a vida é uma única vida?
    Então como explica os assasinatos cometidos pela Familia Manson?
    Ah, acho que entendi, aquelas pessoas não deviam ser “boas o bastante”.
    Que nojo desse site

    • Se você tivesse lido mais de 5 minutos desse website, teria se poupado de deixar esse comentário. “Família Manson” é uma história de ficção, nunca existiu.

      • INteressante, que ficçao ou nao ainda assim 4 inocentes morreram… Ficçao heim?!

        O Caso Tate-LaBianca é ficçao? Legal;

        “um homem brilhante, sábio e honesto”; Assasinos agora sao brilhantes…

        Até poderia perder tempo discutindo, mas é besteira, verdade ou nao é que 4 inocentes foram mortos, entendo que a ATWA nao tem nenhum vinculo com a ideia de “violencia” que Charles Manson criou com “A Familia”, mas é complicado apoiar um ideal de uma Pessoa que matou (mandou) uma mulher grávida de 8 meses;

      • Não vou discutir cada erro seu individualmente. O caso em si não é ficção, uma vez que pessoas foram colocadas em jaulas como resultado disso e outras ficaram milionárias às custas disso. Mas a história de “Helter Skelter” inventada por Vincent Bugliosi e vendida como “fato” sim. Passa longe da verdade…

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