Eugenia em síntese (Parte 2)

Na primeira parte dessa série de postagens sobre a teoria e prática da eugenia, foram introduzidas cinco afirmações para dissecar a questão da inteligência na hereditariedade. Nessa segunda parte da série, lidaremos com a afirmação número um:

1. A inteligência humana é em grande parte hereditária.

Os cientistas descobriram que gêmeos idênticos separados no nascimento e criados separadamente são quase idênticos em QI, não obstante o fato de terem lidado com ambientes totalmente diferentes. Notavelmente, os gêmeos criados separados são tão semelhantes quanto aos gêmeos idênticos criados juntos no momento em que se tornam adultos. Eles também são impressionantemente similares em seus maneirismos, o modo como eles riem, os seus gostos e desgostos, fobias, temperamento, preferências sexuais, grau de escolaridade, renda, consciência, capacidade musical, senso de humor, e praticamente todo o resto que já foi testado, mesmo traços tão peculiares como quais legumes se recusam a comer. (Bouchard, 1993) A extensão da sua semelhança impressiona os pesquisadores e até mesmo os próprios gêmeos.

A primazia dos genes é igualmente demonstrada por estudos de adoção. É comprovado que o QI de crianças adotadas se assemelha aos de seus pais biológicos muito mais do que dos seus pais adotivos, que, essencialmente, dividiram com a criança o mesmo ambiente de vida. Quando as crianças adotadas são educadas, não há praticamente nenhuma semelhança entre o seu QI e os de seus pais adotivos. (Loehlin, Willerman e Horn, 1987)

O papel dominante da hereditariedade na determinação do QI não é uma teoria, mas um fato estabelecido – o consenso de centenas de estudos realizados em diferentes épocas e lugares por diversos autores. Mas o público em grande parte desconhece esse fato, porque a mídia tem-lhes dito repetidamente que a maioria dos especialistas em testes de QI acredita que o QI é em grande parte alterado pelo ambiente de vida. Na realidade, a maioria dos pesquisadores da área de testes de inteligência acredita que a hereditariedade é o fator mais importante a influenciar a inteligência. (Snyderman e Rothman, 1988)

Na próxima parte da série, entraremos em maior detalhe na questão número dois: a civilização se desenvolve dependendo da inteligência inata.

Para ler a parte três da série “Eugenia em síntese”, clique aqui

Para ler a parte um da série “Eugenia em síntese”, clique aqui

© 2010 ATWA Brasil

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~ por ATWA Brasil em 11/03/2010.

2 Respostas to “Eugenia em síntese (Parte 2)”

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