Eugenia em síntese (Parte 3)

Continuamos com as cinco questões para dissecar a questão da inteligência na hereditariedade. Nessa terceira parte da série, lidaremos com a questão número dois:

2. A civilização se desenvolve dependendo da inteligência inata.

Essa afirmação é evidente. Obviamente, se a civilização dependesse inteiramente de exposição a um ambiente “rico”, nós todos ainda estaríamos escondidos em cavernas. Se os seres humanos antes existiram em condições primitivas, e o ambiente contava para tudo e a genética para nada (como alguns afirmam), como poderia qualquer progresso ter ocorrido? É óbvio que há um traço inato de gênio que impulsiona a criação da tecnologia e o desenvolvimento da civilização.

Uma maneira de olhar para a relação entre a inteligência e a civilização é investigar as civilizações antigas, estudando porque elas se levantaram e por que caíram. Mas uma abordagem muito mais simples seria a de simplesmente olhar à nossa volta. Curiosamente, o nível sócio-econômico entre indivíduos dentro de uma mesma família é influenciado pela inteligência inata. Um estudo dos Estados Unidos constatou que nas famílias com dois ou mais irmãos, aqueles com QI mais alto do que seus pais tendem a subir na escada sócio-econômica quando se tornam adultos, enquanto aqueles com QI mais baixo tendem a descer. (Jencks, 1982) Irmãos têm ambientes quase idênticos – os mesmos pais, mesma casa, mesma comida, mesma escola, mesmo bairro. Por que muitas vezes então eles são diferentes? Porque eles recebem diferentes corpos genéticos de seus pais. Os irmãos compartilham de seu ambiente quase que tudo, mas em média, eles compartilham apenas 50% dos seus genes. Alguns um pouco mais, outros um pouco menos. [Espermatozóides e óvulos são feitos com metade dos genes de cada pai, de modo que quando eles se unem, o óvulo fecundado tem o complemento total de genes. Mas uma criança não vai ter a mesma metade idêntica de seu pai e a mesma metade idêntica de sua mãe que o seu irmão tem.] É alguma surpresa que irmãos crescem e quase sempre se tornam bem diferentes? O fato de que os mais espertos se deslocam para cima, enquanto os medíocres para baixo, prova que o nível sócio-econômico é significativamente influenciado pela inteligência inata.

Na próxima parte da série, entraremos em maior detalhe na questão número três: quanto mais alto o nível da civilização, melhor é para a população.

Para ler a parte quatro da série “Eugenia em síntese”, clique aqui

Para ler a parte dois da série “Eugenia em síntese”, clique aqui

© 2010 ATWA Brasil

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~ por ATWA Brasil em 17/03/2010.

Uma resposta to “Eugenia em síntese (Parte 3)”

  1. […] Para ler a parte três da série “Eugenia em síntese”, clique aqui […]

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