A destruição da Amazônia ameaça o Brasil

Muito se fala sobre a destruição da Amazônia – uns falam das queimadas, outros da agropecuária, alguns sobre as hidrelétricas, etc. O problema não é a falta de comunicação, mas quem sabe o excesso? Todo mundo fala muito, e faz muito pouco. Qualquer desculpa é o suficiente para culpar o outro e se acomodar. Isso faz muito pouco para lidar com o problema.

Um estado de consciência como ATWA seria o suficiente para agir diretamente contra o problema, mas seria prematuro exigir tal coisa no estado atual, em que todos sabem sobre o que está acontecendo, mas permanecem agindo como mortos-vivos, zumbis. É necessário acordar antes.

Considerando isso, a questão inteira do extermínio da Amazônia deveria ser reformulada para o povo brasileiro. A destruição do verde não é apenas um problema ambiental – longe disso. Para o Brasil, o verde está na bandeira e no hino nacional. “Gigante pela própria natureza”, diz o hino que emociona os brasileiros. “Teus risonhos, lindos campos têm mais flores”. “E diga o verde-louro dessa flâmula, paz no futuro e glória no passado”. São frases que não foram colocadas no hino aleatoriamente, e ao permanecer cego, surdo e mudo com relação à aniquilação do verde, o brasileiro passivamente elimina a si próprio. Todos os dias, enquanto as florestas caem, o Brasil deixa de ser Brasil, e o brasileiro de ser brasileiro.

É necessário compreender que todo o verde é um verde só. É imperativo olhar para a natureza como um único organismo, e compreender que cada árvore que é assassinada representa uma parte de você mesmo que se foi, para sempre. Ar, árvores, água e animais – são o sistema de suporte de vida do planeta Terra. São a essência de ATWA – a unicidade do todo da vida. Ao sentar em casa e assistir os crimes contra a natureza, o brasileiro precisa entender que ele é parte do problema, e pode ser parte da solução. O brasileiro precisa saber que ele tem sangue nas mãos ao permanecer passivo diante à guerra que o homem tem travado contra a vontade de Deus.

Semana passada, o Banco Mundial publicou um novo estudo sobre a destruição da Amazônia. Obviamente, não podemos acreditar em tudo o que lemos: o interesse por trás das notícias raramente é informar o cidadão. Mas cientistas coletaram dados, e chegaram a um consenso sobre a publicação. Serve para, mais uma vez, alertar a todos sobre o que está acontecendo.

Se o desmatamento da Amazônia – que já consumiu 17% da floresta – atingir a marca de 20%, o aquecimento global se encarregará de naturalmente destruir o que sobrou, afirma a compilação de estudos sobre a região feita pelo Banco Mundial. As conclusões do documento, que reúne vários estudos publicados nos últimos anos, levam em conta simulações do comportamento da Amazônia em diferentes cenários projetados pelo IPCC (painel do clima da ONU).

Os cientistas identificaram que o efeito conjunto de incêndios, desmatamento e mudança climática empurra a floresta para um estado em que ela perde sua “massa crítica” para a sobrevivência. Como as árvores tropicais são importantes para a regulação do clima e o regime de chuvas, forma-se uma espécie de efeito dominó que afeta todo o bioma.

Estima-se que a floresta da Amazônia encolherá 44% até o ano 2025. O volume das precipitações tende a aumentar durante o período de chuvas e diminuir nos de seca, afetando a vazão dos rios de toda a bacia.

O leste da Amazônia – que é contíguo ao Nordeste – terá as consequências mais graves. O período de seca aumentará e o clima mais quente contribuirá para o avanço da vegetação típica do semiárido. Até 2025, a região poderá perder 74% de sua atual área de floresta.

Já no sul da Amazônia, pelo menos 30% dessa área de floresta tropical terá sido substituída por cerrado até 2025. Assim como a caatinga, esse tipo de vegetação tem árvores menores, que absorvem menos gás carbônico da atmosfera.

Mais carbono no ar, então, contribui para o aquecimento global, expandindo os impactos para o resto do país. No Nordeste, por exemplo, as estiagens devem se tornar ainda mais prolongadas, prejudicando a agricultura e a geração de energia elétrica na região.

Essas são as conclusões do estudo. Mais uma vez, serve como um novo alerta.

Se os brasileiros têm o mínimo de respeito sobre o que é ser brasileiro, então eles têm que acordar imediatamente para o que deve ser feito com relação à natureza. As mentes não podem ser seqüestradas pelo dinheiro, porque o dinheiro não vai comprar vida. Para o Brasil ser Brasil, o brasileiro precisa ser brasileiro: olhar para a bandeira, para o hino, e saber o que aqueles símbolos significam, honrar aqueles que morreram nas batalhas do passado para que nós, hoje, pudéssemos ter o que nós temos.

ATWA é uma revolução contra a poluição – uma guerra contra tudo o que destrói o todo da vida. Não existe ontem, e não existe amanhã. O problema está aqui agora, nesse momento, e é nesse momento que o problema deve ser tratado.

Para ler a matéria original, clique aqui

© 2010 ATWA Brasil

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~ por ATWA Brasil em 29/03/2010.

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