O combate natural à superpopulação

Textos como esse abaixo são esquecidos pelos seres humanos por questões que têm muito pouco haver com o que as palavras do texto dizem. Através dos preconceitos e julgamentos das pessoas, elas se afastam de fontes de conhecimento de muito valor, que ilustram o pensamento de uma época. Sem aprender com o passado, o futuro trará surpresas que poderiam ser evitadas. Deixe os seus medos de lado, e olhe para o mundo com a mente e o coração abertos.

“A Alemanha tem um acréscimo de população de, aproximadamente, 900 mil almas por ano. A dificuldade de alimentação desse exército de novos cidadãos tem de aumentar de ano para ano e acabar finalmente numa catástrofe, caso não se encontrem meios de, em tempo, dominar os perigos da miséria e da fome.

Havia alguns caminhos para evitar esse tremendo desenlace.

Primeiro, podia-se, a exemplo da França, limitar artificialmente o acréscimo de nascimentos e, com isso, impedir uma superpopulação.

A própria natureza costuma agir no sentido de limitar o aumento de população de determinadas terras ou raças, em épocas de grandes necessidades ou más condições climáticas, bem como de pobreza do solo; e isso com um método tão sábio quão inexorável. Ela não impede a capacidade de procriação em si e sim, porém, a conservação dos rebentos, fazendo com que eles fiquem expostos a tão duras provações que o menos resistente é forçado a voltar ao seio do eterno desconhecido. O que ela deixa sobreviver às intempéries está milhares de vezes experimentado e capaz de continuar a produzir, de maneira que a seleção possa recomeçar. Agindo desse modo brutal contra o indivíduo e chamando-o de novo momentaneamente a si, desde que ele não seja capaz de resistir à tempestade da vida, a natureza mantém a raça e a espécie vigorosas, e as tornam capazes das maiores realizações.

A diminuição do número de pessoas, por esse processo, resulta em um reforço da capacidade do indivíduo e, por conseguinte, em última análise, em um revigoramento da espécie.

As coisas se passam de outra maneira quando é o homem que toma a iniciativa de provocar a limitação de seu número. Aí é preciso considerar não só o fator natural como o humano. O homem sabe mais que essa cruel rainha de toda a sabedoria – a natureza. Ele não limita a conservação do indivíduo, mas a própria reprodução. Isso lhe parece, a ele que sempre tem em vista a si mesmo e nunca à raça, mais humano e mais justificado que o inverso. Infelizmente, porém, as conseqüências são também inversas.

Enquanto a natureza, liberando a procriação, submete, entretanto, a conservação da espécie a uma prova das mais severas, escolhendo dentro de um grande número de indivíduos os que julga melhores e só a estes conserva para a perpetuação da espécie, o homem limita a procriação e se esforça, duramente, para que cada ser, uma vez nascido, se conserve a todo preço. Essa correção da vontade divina lhe parece ser tão sábia quanto humana, e ele alegra-se de, mais uma vez, ter sobrepujado a natureza e até de ter provado a insuficiência da mesma. E o filho de Adão não quer ver nem ouvir falar que, na realidade, o número é de fato limitado, mas à custa do enfraquecimento do indivíduo.

Sendo limitada a procriação e diminuído o número dos nascimentos, sobrevém, em lugar da natural luta pela vida, que só deixa viverem os mais fortes e mais sãos, a natural mania de conservar e “salvar” a todos, mesmo os mais fracos, a todo preço. Assim se deixa a semente para uma descendência que será tanto mais lamentável quanto mais prolongado for esse escárnio contra a natureza e suas determinações.

O resultado final é que tal povo um dia perderá o direito à existência neste mundo, pois o homem pode, durante certo tempo, desafiar as leis eternas da conservação, mas a vingança virá mais cedo ou mais tarde. Uma geração mais forte expulsará os fracos, pois a ânsia pela vida, em sua última forma, sempre romperá todas as correntes ridículas do chamado espírito de humanidade individualista, para, em seu lugar, deixar aparecer uma humanidade natural, que destrói a debilidade para dar lugar à força.

Aquele, pois, que quiser assegurar a existência ao povo alemão limitando a sua multiplicação, rouba lhe com isso o futuro.

Outro caminho seria aquele que hoje em dia freqüentemente ouvimos como aconselhado e louvado: a chamada colonização interna. Essa é uma proposta que muitos fazem, na melhor das intenções, que é, porém, mal compreendida pela maioria e que pode trazer, por isso, os maiores prejuízos imagináveis.

Sem dúvida, a capacidade produtiva de um terreno pode ser elevada até determinado limite. Mas só até esse limite determinado, e não infinitamente mais. Durante um certo tempo, poder-se-á, portanto, compensar, sem perigo de fome, a multiplicação do povo alemão por meio do aumento do rendimento de nosso solo. Entretanto, a isso se opõe o fato de crescerem as necessidades da vida mais do que o número da população. As necessidades humanas com relação ao alimento e ao vestuário crescem de ano para ano e, por exemplo, já hoje em dia, não estão em proporção com as necessidades de nossos antepassados de cem anos atrás. É, pois, errôneo pensar que cada elevação da produção provoque a condição necessária a uma multiplicação da população. Isso se dá até certo ponto, pois ao menos uma parte do aumento da produção do solo é consumida na satisfação das necessidades crescentes da humanidade. Entretanto, mesmo com a máxima moderação de um lado e a máxima diligencia por outro lado, chegará um dia em que um limite será atingido pelo próprio solo. Mesmo com toda a diligência, não será possível aproveitá-lo mais e surgirá, embora protelada por algum tempo, uma nova calamidade. A fome aparecerá de tempos em tempos, quando houver má colheita. Com o aumento da população, isso se dará cada vez mais, de sorte que isso só não aparecerá quando raros anos de riqueza encherem os armazéns de mantimentos. Entretanto, finalmente, aproximar-se-á a época em que não se poderá mais atender à miséria e a fome, então, tornar-se-á a companheira de tal povo. A natureza terá de prestar auxílio de novo e proceder à seleção entre os escolhidos, destinados a viver; ou então é o próprio homem que a si mesmo se auxilia, lançando mão do impedimento artificial de sua reprodução com todas as graves conseqüências para a raça e para a espécie.

Poder-se-á ainda objetar que esse futuro está destinado a toda a humanidade, de uma maneira ou de outra, e que, portanto, nenhum povo conseguirá naturalmente escapar a essa fatalidade.

À primeira vista, sem mais considerações, isso está correto. É necessário, porém, considerar o seguinte:

Numa determinada época, toda a humanidade será certamente forçada a interromper o aumento do gênero humano ou a deixar a natureza decidir, por si própria. Essa situação atingirá a todos os povos, mas atualmente só serão atingidas por essa miséria as raças que não possuam energia suficiente para assegurarem para si o solo necessário. Ninguém contesta que, hoje em dia, ainda há neste mundo solo em extensão formidável e que só espera quem o queira cultivar. Da mesma forma também é certo que esse solo não foi reservado pela natureza para uma determinada nação ou raça, como superfície de reserva para o futuro. Trata-se, sim, de terra e solo destinados ao povo que possua a energia de conquistá-los e a diligência de cultivá-los.

A natureza não conhece limites políticos. Preliminarmente, ela coloca os seres neste globo terrestre e fica apreciando o jogo livre das forças. O mais forte em coragem e em diligência recebe o prêmio da existência, sempre atribuído ao mais resistente.

Quando um povo se limita à colonização interna, enquanto outras raças se agarram a cada vez maiores extensões territoriais, esses serão forçados a restringir as suas necessidades em uma época em que os outros povos ainda se acharão em constante multiplicação. Esse caso dá-se tanto mais cedo quanto menor for o espaço à disposição de um povo. Como, porém, em geral, infelizmente, as melhores nações, ou mais corretamente falando, as únicas raças verdadeiramente culturais, portadoras de todo o progresso humano, muitas vezes se resolvem na sua cegueira pacifista a desistir de nova aquisição de solo, contentando-se com a colonização interna, nações inferiores sabem assegurar-se de enormes territórios. Tudo isso conduz a um resultado final:

As raças culturalmente melhores, mas menos inexoráveis, teriam de limitar a sua multiplicação por força da limitação do solo, ao passo que os povos culturalmente mais baixos, naturalmente mais brutais, ainda estariam, em conseqüência da maior superfície disponível, em condições de se reproduzirem ilimitadamente. Em outras palavras, dia viria em que o mundo passaria a ser dominado por uma humanidade culturalmente inferior, porém mais enérgica.

Assim, para um futuro não muito remoto, só há duas possibilidades: ou o mundo será governado nos moldes de nossas modernas democracias, e então o fiel da balança decidirá a favor das raças numericamente mais fortes, ou o mundo será governado segundo as leis da ordem natural, e vencerão então os povos de vontade brutal e, por conseqüência, não a nação que limita a si mesma.

O que ninguém poderá duvidar é que o mundo será exposto às mais graves lutas pela existência da humanidade. No fim, vence sempre o instinto da conservação. Sob a pressão deste, desaparece o que chamamos de espírito de humanidade como expressão de uma mistura de tolice, covardia e pretensa sabedoria. A humanidade tornou-se grande na luta eterna; na paz eterna, ela perecerá.”

© 2010 ATWA Brasil

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~ por ATWA Brasil em 21/05/2010.

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