Águas amazônicas traficadas

•09/02/2010 • Deixe um Comentário

Considerando o caso da Amazônia, que ainda veste a bandeira desse país, existem muitos crimes contra ATWA que são comentados com certa freqüência: a destruição das matas, o tráfico de animais e plantas, e a construção de hidrelétricas (Belo Monte, por exemplo). Que o homem está em guerra contra a vida não é novidade – todos os dias, uma parte do que compõe a unicidade da vida na Terra é transformada em dinheiro. Charles Manson diz: “Guerra contra a poluição, guerra contra o problema, e não guerras contra a vida”. Essa lição tão simples e clara ainda não foi compreendida pela maioria dos seres humanos, que ainda cegamente se posicionam acima das outras vidas do nosso planeta. Acontece que nessa guerra contra a vida, os homens também estão em guerra homens contra homens. É o que acontece com outro tipo de agressão ambiental que tem ocorrido na Amazônia: o tráfico de água doce.

Nesse caso, de homens para homens, os inimigos são os hidropiratas. Enquanto a luta pela vida se torna mais evidente a cada dia, homens começam a lutar contra si para salvar o resto dos sistemas de suporte de vida que permanecem úteis. Os navios hidropiratas levam junto com a água que traficam, peixes e outras espécies de animais. A captação é feita por petroleiros na foz do rio ou dentro do curso de água doce. O tráfico é facilitado pela grandiosidade da natureza local, uma vez que somente no local de deságüe do Amazonas no Atlântico são 320 quilômetros de extensão, dentro do território do Amapá. O contrabando é facilitado pela ausência de fiscalização na área e pela profundidade média, em torno de 50 metros, que possibilita o trânsito de grandes navios cargueiros.

Além das questões de soberania que o caso envolve, os traficantes ainda tem um lucro extra: ao contrário do processo de dessalinização de águas subterrâneas ou oceânicas, a água doce pode ser facilmente tratada. Ou seja, para empresas engarrafadoras, tanto da Europa como do Oriente Médio, trabalhar com essa água mesmo no estado bruto representa uma grande economia. O diretor de operações da empresa Águas do Amazonas, o engenheiro Paulo Edgard Fiamenghi, que trata as águas do Rio Negro que abastecem Manaus, confirma: “Levar água para se tratar no processo convencional é muito mais barato que o tratamento por osmose reversa”. Mais uma vez, a guerra do homem contra a vida em troca de dinheiro.

Dois terços do planeta são ocupados por oceanos, mares e rios, mas somente 3% desse volume é de água doce. Um índice baixo, ainda mais se for excluído o percentual encontrado no estado sólido (em geleiras polares e nos cumes das grandes cordilheiras). Atualmente, na superfície da Terra, a água em estado líquido representa menos de 1% do total disponível. Enquanto isso, as pessoas continuam gastando água sem compreensão sobre as conseqüências que virão, adiantando o dia em que Helter Skelter irá prevalecer em todos os cantos do planeta. Será tarde demais, e reconhecer o erro não resgatará ATWA. Charles Manson diz: “As pessoas têm crescido maiores do que Deus porque elas simplesmente não temem. Não temem pelo menos a perda da água limpa ou do ar limpo. Elas sacrificam a natureza por alguns dólares”. Pois é, mas dinheiro não vai garantir a sua sobrevivência.

A Amazônia é um bem estratégico para a sobrevivência, uma segunda chance para os homens acordarem para a realidade de ATWA e entrarem em linha. A Amazônia é a maior bacia existente na Terra, e detém a mais complexa rede hidrográfica do planeta, com mais de mil afluentes. Diante desse quadro, a conclusão é óbvia: a sobrevivência da biodiversidade mundial passa pela preservação desta reserva. As águas amazônicas representam 68% de todo volume hídrico existente no Brasil, e sua importância para o futuro da humanidade é fundamental. A humanidade quer sobreviver? Reconheça ATWA, e entre em linha!

Entre 1970 e 1995, a quantidade de água disponível para cada habitante da Terra caiu em 37%. A queda na disponibilidade de água se tornou ainda mais acentuada desde então, com o crescimento populacional. A água está acabando, mas as pessoas continuam se reproduzindo normalmente e não alterando as suas práticas de consumo – um ciclo contínuo a caminho da destruição. Atualmente, cerca de 1,4 bilhão de pessoas já não têm acesso a água potável. Hoje, somente o Rio Amazonas e o Rio Congo podem ser qualificados como “limpos”. Essa mudança drástica não aconteceu da noite para o dia, mas foi muito mais rápida do que o que era esperado. Isso explica o início dessa prática da hidropirataria, e a Amazônia é logicamente o alvo ideal a ser atacado.

Os homens não compreendem, porém, que eles estão somente adiantando a sua própria destruição. Charles Manson diz: “Ao invés de colocar um homem na lua, vamos tentar colocar um aqui na Terra”. É isso mesmo: nós precisamos acordar para o que é simples de entender. Toda a água é uma única água. Devemos tratar cada gota de água como se fosse uma parte do todo da vida, do qual nós somos apenas uma pequena parte. Enquanto os seres humanos não acordarem para a realidade de que eles só têm a si mesmos para contar agora, que o resto está sendo destruído em um ritmo mais acelerado do que ATWA é capaz de recompor, sem isso a ordem será restabelecida com violência e banhos de sangue – e ninguém terá a chance de dizer que não foi avisado.

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O poder da televisão

•07/02/2010 • 27 Comentários

Estranhamente, a ATWA Brasil recebeu no dia de hoje mais de dez vezes o número habitual de visitas e comentários. Da noite para o dia, o interesse por Charles Manson e ATWA se multiplicou.

Seria mágico, se não fosse tão ordinário. Ontem, às 23:00 horas, um canal da rede aberta de televisão passou um filme fictício, “baseado em fatos”, sobre os crimes que aterrorizaram a alta sociedade de Hollywood, na Califórnia. Ao que tudo indica, a audiência foi muito alta.

Um verdadeiro experimento contemporâneo sobre o poder da televisão sobre as massas: um filme “baseado em fatos” foi o suficiente para movimentar milhares de pessoas. E pensar que muitos historiadores e acadêmicos ainda falam da Alemanha, Hitler e a Segunda Guerra Mundial como se o poder da televisão fosse espantoso. Estamos em 2010, mais de 70 anos depois da subida ao poder to Terceiro Reich, e o poder da televisão é o mesmo.

As pessoas se comportam de uma maneira curiosa. Recebemos e-mails e comentários de pessoas recontando cenas do filme, criticando Charles Manson e os seus irmãos e irmãs de ATWA pela história fictícia que o filme mostrou. Essas pessoas, obviamente, não pesquisaram nada sobre o verdadeiro caso de agosto de 1969 antes de se sentirem confiantes para expor as suas idéias tão pouco formuladas em público. Se esse fosse o caso, provavelmente teríamos recebido mais e-mails e comentários questionando mais sobre a realidade, e não sobre o filme.

“A televisão vende crime e violência todos os dias”, já dizia Charles Manson no passado. Sangue, assassinatos e violência são o que as pessoas querem – é o que parece lhes completar. A mídia alimenta esses sentimentos porque é explorando esses sentimentos das pessoas que elas “vendem crime” em troca de anúncios publicitários. Um ciclo contínuo.

Para os que estão de acordo com a vida e com o espírito, o relógio parou em agosto de 1969. Tudo o que veio depois disso é um ciclo de crime e violência, alimentado pelo que as pessoas realmente têm dentro delas. Sentadas na frente das telas das televisões, ou agora na frente das telas do computador, as pessoas saciam a sua fome por sangue – sem essas telas, provavelmente estaríamos falando do verdadeiro “Helter Skelter” nas ruas das cidades.

Não o “Helter Skelter” do filme de ficção. Não o “Helter Skelter” do promotor Vincent Bugliosi, que inventou essa teoria e vendeu por dinheiro em seu próprio livro e para todos esses filmes sensacionalistas. Mas o “Helter Skelter” de Charles Manson: a confusão das pessoas do nosso planeta.

“Se você precisa culpar alguém, você não pode olhar no espelho. Você pode olhar, mas para realmente ver você precisa conhecer você mesmo primeiro e acima de tudo.”
- Charles Manson

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ATWA Brasil: Missão e Proposta

•05/02/2010 • 14 Comentários

ATWA Brasil é o representante de Charles Manson e para Charles Manson no sul do continente. Existem muitos websites que falam sobre Manson no Brasil, mas apenas um é diretamente conectado a essa fonte primária. Portanto, ao acessar o website da ATWA Brasil, esteja ciente de que não se trata somente de mais um caso de entretenimento.

Sob a cobertura da “One World Order” (Uma Ordem Mundial) e alinhado à “ATWA International”, a ATWA Brasil representa o maior acervo de cartas históricas, gravações, documentos, fotos e idéias de Charles Manson no Brasil e no sul do continente americano – uma gota no oceano de pensamentos que Manson tem produzido durante a sua vida.

Uma Ordem Mundial foi o nome sugerido diretamente por Charles Manson. Ordem se refere à ordem natural do nosso mundo, que é Uma. O planeta em que vivemos é um único organismo vivo. Ordem na Terra não será encontrada até que o mundo se conscientize sobre essa unicidade da vida, e se comporte como uma única vida – essa é a Ordem de ATWA, a ordem de todas as vidas na Terra, trabalhando em união para resgatar o ar que respiramos, as coisas verdes do planeta, os oceanos, rios, lagos, nuvens e todas as formas de vida selvagem que nós conhecemos como “animais”. A Ordem de ATWA não é um grupo de pessoas; não é um movimento criado pelo homem. É a organização e a realização da lei natural e da moção de redenção da Terra. A humanidade é a última na fila da Ordem de ATWA, e Charles Manson é o último homem em linha com 75 anos de serviços para com a vida e a verdade.

Abra a sua mente e olhe com outros olhos para Charles Manson – um homem brilhante, sábio e honesto que tem passado 60 dos seus 75 anos de idade trancado em prisões nos Estados Unidos. O seu amor pela Terra, pela música e pela verdade está aberto a todos aqueles com corações puros, mentes fortes e determinação para sobreviver. Aqueles que conhecem e compreendem Manson são defensores diligentes e militantes da ordem natural da Terra. Manson não é um líder, e não é o único; nós todos somos apenas um. Manson é o melhor servidor e clara testemunha, para sempre no agora, no fogo da verdade eterna.

Quando você começa a se tornar mais consciente sobre a poluição do ar e da água, sobre a destruição das florestas do mundo, sobre a extinção de milhões de espécies de animais, você passa a compreender a dependência da sua própria vida de todas as outras formas de vida. Nós e nossas crianças não iremos sobreviver sem ar e água limpos, sem a preservação das florestas e sem a proteção da vida animal. Se você possui a determinação de viver em sua alma, você irá compreender o mandato de Manson de ATWA e se esforçar para conquistar as habilidades necessárias para garantir a solução para a sua própria sobrevivência.

A ATWA Brasil está aqui para apresentar uma clara mensagem sobre a urgência dos problemas do nosso mundo – a confusão, ganância, e mentiras que estão destruindo os sistemas de suporte de vida da Terra em um ritmo cada vez mais acelerado. O nosso foco é o Brasil, mas a nossa mensagem é universal – somos todos apenas um.

A mudança que deve vir para o equilíbrio da Terra deve vir da inteligência. Essa inteligência (a realização da ordem da vida) deve passar pelos militares pela ordem do Tribunal Mundial. Um Tribunal Mundial deve ser estabelecido para servir à justiça para as vidas do planeta. Uma Guerra Mundial contra a poluição – não uma guerra contra a vida, não uma guerra entre nações, religiões ou sistemas de pensamento. Uma guerra contra a poluição – contra tudo o que destrói a vida. Uma única vida na Terra, agora!

As pessoas precisam compreender que 40 anos de manipulação da mídia sensacionalista, cujo único interesse é conquistar audiência para vender propagandas, estragou a mente das massas. Charles Manson tem sido usado pela mídia e pela indústria de entretenimento para que esses pudessem fazer milhões de dólares usando a imagem criada pelos promotores do caso que condenaram Manson pelo crime de outros jovens em 1969. Muitas pessoas insatisfeitas com a qualidade de vida que levam vêem em Manson um símbolo de rebeldia. Essas pessoas sentem a energia de Manson, mas sob os paradigmas criados pelos promotores que tentaram o derrubar. Essa realidade não é de Manson, mas dessas pessoas que temem encará-lo e compreender o que ele tem dito há 40 anos. Chegou a hora de a verdade sobre Charles Manson vir à tona. Os fatos estão disponíveis, a verdade é uma e eterna – afinal, você está preparado para ser você mesmo?

A ATWA Brasil agradece aos irmãos e irmãs da “One World Order”, e se orgulha de ser o representante de Charles Manson e para Charles Manson no sul do continente americano.

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Em guerra contra os biopiratas

•04/02/2010 • 2 Comentários

Os países ricos funcionam como biopiratas, saqueando terras distantes por alimento, matérias-primas e mão de obra barata. Eles saqueiam outros ecossistemas mais ricos porque já em grande parte destruíram os seus próprios. Além disso, os biopiratas parecem unidos para bloquear esforços globais para apontar o dedo para a verdadeira razão de o porquê o ritmo de extinções hoje ser mil vezes mais elevado do que o natural do planeta Terra.

Os políticos europeus, biopiratas de paletós, se disseram “chocados” ao saber que apenas 17% dos ecossistemas da Europa estão em “boa forma”. O alarme soou essa semana, no último dia da Conferência da ONU de Políticas de Biodiversidade e Ciência, em Paris. Ainda assim, é interessante ver como existe a cautela – ou falta de informação – sobre o funcionamento dos nossos sistemas de suporte de vida. Quer dizer então que 17% dos ecossistemas europeus estão em “boa forma”? E o que seria “boa forma”? Toda a vida da Terra é uma única vida. Correto seria afirmar que “resta aos europeus 17% da sua vida” – simples assim. Não existe nada em “boa forma” quando 83% do que é vivo foi assassinado por práticas humanas.

De fato, a maioria dos sistemas naturais da Europa, que fornecem serviços essenciais como comida, ar puro, água e regulação do clima, está em declínio há anos. Acontece que poucas pessoas na Europa realmente reconhecem esse fato. Isso porque os ricos são “pessoas da geosfera”, que se ajudam com serviços ecológicos por todo o mundo. Os pobres, por outro lado, são “pessoas do ecossistema”, que dependem diretamente dos recursos locais para a sua subsistência. O povo do ecossistema não pode pagar – ou não pensa em pagar – para obter a sua água ou comida em outros lugares. Assim que os seus próprios ecossistemas se degradam, essas pessoas sofrem as conseqüências diretas desse desequilíbrio.

Essa é a razão principal das regiões com maiores quantidades de biodiversidade – onde a natureza é mais rica e menos degradada – serem as terras controladas por povos indígenas, disse Victoria Tauli-Corpuz, presidente do Fórum Permanente das Nações Unidas de Questões Indígenas. “Enquanto os povos indígenas vivem em áreas mais ricas em biodiversidade, ainda somos os mais pobres dos pobres”, disse ela.

Ironicamente, o sistema econômico atual não valoriza a natureza ou os sistemas de vida do planeta. Uma árvore é um bem de valor muito maior do que o seu valor como madeira, mas nós simplesmente não sabemos como integralmente valorizar uma árvore ou uma floresta. Quando árvores se transformam em móveis, elas adquirem valor. Isso é uma doença do ser humano, uma ilusão e um crime contra a vida. Estimativas recentes definiram o “valor anual da natureza” em múltiplas vezes o valor da atual economia global. A idéia que se começa a considerar é de reformar o sistema econômico nesse caminho. De qualquer maneira, estabelecer um valor em dinheiro sobre a natureza é um grande erro, que permite os negócios continuarem normalmente, até abrindo novas áreas de comércio, ao invés de realmente compreender a insignificância do ser humano perante os outros animais e seres vivos.

Esse caminho de misturar os sistemas de suporte de vida da Terra com negócios e dinheiro é mais uma arma dos biopiratas – obviamente, sem minimizar a parcela de responsabilidade dos seus vassalos nos países apelidados de “em desenvolvimento”.

Muitas decisões políticas, ainda que chamadas de “verdes”, são feitas sem levar em conta os impactos sobre a biodiversidade. Por exemplo, as políticas governamentais que estimulam e subsidiam o uso de biocombustíveis e de energia de biomassa para reduzir as emissões de carbono, em grande medida avançaram com pouca investigação sobre os impactos potenciais nos ecossistemas. Vegetações naturais são assoladas para a instalação de plantações intermináveis de monoculturas, e todos os sistemas vivos são eliminados de uma só vez. Fala-se muito das vantagens do produto final, mas pouco sobre todo o processo que antecede isso. As instituições, os governos e a opinião pública têm uma visão fragmentada do mundo, e esses fatores, unidos, são os que determinam a perda de biodiversidade.

Enfim, a biodiversidade não é uma prioridade para os governos dos países economicamente ricos. Provavelmente em função dos seus sistemas naturais terem sido devastados com o passar do tempo, tudo em nome do progresso e do desenvolvimento, o que lhes resta hoje é usar a consciência geral do povo com relação à causa do meio ambiente para gerar novos ramos de negócios. Os biopiratas da Terra continuarão com a pilhagem das riquezas naturais do planeta sem o conhecimento prático dos danos causados. No final, é preciso mudar mentalidades, valores e ética.

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Charles Manson e as recentes histórias falsas

•02/02/2010 • 20 Comentários

Charles Manson e os acontecimentos ao redor da sua vida têm sido explorados pela mídia inúmeras vezes. Histórias sensacionalistas escritas para agradar o público servem apenas a um propósito – fazer dinheiro. Muito dinheiro foi feito à custa desse tipo de histórias vicárias que muitas vezes são completamente falsas, e em alguns casos nascem daqueles dispostos a mentir para simplesmente chamar a atenção.

Duas histórias que circularam no ano passado, na época do 40º aniversário dos assassinatos de 1969, são bons exemplos deste tipo de campanha publicitária da mídia corporativa: um músico incógnito afirmou ser o filho de Charles Manson, e alguém alegou que Charles Manson havia escrito uma carta para Phil Spector (produtor musical conhecido por produzir o último álbum dos Beatles) dizendo querer trabalhar com ele. É necessário um pouco de cautela para lidar com essas duas histórias. Como qualquer pessoa inteligente sabe: você não pode acreditar em tudo o que lê.

  

História falsa número um: Matthew Roberts

Matthew Roberts, da banda de rock amadora “New Rising Son”, afirmou ser filho de Charles Manson, e tem inventado uma história banal em torno de ser filho de uma mulher mentalmente instável de Wisconsin, que supostamente teria sido estuprada por Manson em uma festa regada a ácido. Essa história esteve por todos os tablóides, inclusive no Brasil, embora nenhuma evidência substancial para provar a reivindicação ter sido apresentada.

Existem algumas questões para se considerar. A pessoa que diz ser filho de Manson inventou o nome da sua banda, “New Rising Son”, e apareceu pela primeira vez em público em um programa de rádio barato em busca de atenção para si mesmo, alegando como é terrível descobrir que Manson é o seu suposto pai. Essa reivindicação aparece em seu site pessoal e em páginas de perfil da banda espalhadas pela internet. A página do MySpace da banda “New Rising Son” tem como introdução o seguinte: “Bem-vindos ao mundo dele – a primeira letra de música da canção-título, New Rising Son, diz tudo – o que você faria se descobrisse que Charley [sic] Manson estuprou a sua mãe?” De fato, a história está sendo bem aproveitada por Roberts para chamar a atenção e divulgar o seu trabalho.

A sua suposta e possivelmente imaginária mãe nunca se pronunciou sobre o caso – de fato, ela nem nunca apareceu. Roberts também não forneceu mais informações para comprovar a história que tem contado. Tudo indica que seja apenas um caso de imaginação fértil, sem nenhuma prova de que essa suposta mãe exista mesmo ou que o próprio Roberts tenha sequer falado com ela. Nem sequer documentos que mostrem que ele foi adotado por tal mulher apareceram. O músico amador soltou essa história na mídia, os tablóides passaram o mito a diante, e a banda “New Rising Son” teve os seus quinze minutos de fama.

Roberts afirma que a sua mãe lhe disse que seu nome era “Laurence Alexander”, o que é bastante conveniente, pois ele tem um par de cartas escritas por Charles Manson dirigidas a um suposto homem com esse nome. As cartas não foram escritas para Matthew Roberts. É possível que elas tenham sido escritas para alguém e adquiridas por Roberts (muitas cartas de Manson são vendidas online por valores razoáveis), ou que ele simplesmente tenha inventado esse nome. Uma pergunta basta: onde está a sua certidão de nascimento com o nome “Laurence Alexander”. Nenhuma resposta.

Nada nas cartas de Charles Manson fazem sentido com relação às afirmações de Roberts. As cartas contêm imagens abstratas e metáforas relativas a motociclistas e patriarcado, temas comuns considerados por Manson. As cartas também retratam um sentimento de consciência sobre uma possível crise de identidade de Roberts. Enfim, Manson teve a gentileza de escrever a carta para quem quer que seja “Laurence Alexander”. Roberts simplesmente usou essa história para fazer um nome para si mesmo.

Roberts afirma que sua mãe foi apanhada por amigos de Manson em Wisconsin em 1967 e trazida com eles de volta para a Califórnia. Nas dezenas de livros escritos sobre a chamada “Família Manson”, não há nenhuma menção de que eles tenham viajado na costa oeste dos Estados Unidos com o ônibus negro, de terem ido até Wisconsin e ainda ter trazido pessoas de lá para a Califórnia – isso incluindo as autobiografias das pessoas que estavam lá. O que Manson e seus amigos estavam fazendo no verão de 1967 está escrito em vários livros. As informações podem não ser exatamente precisas, mas se eles tivessem viajado todo o caminho até Wisconsin e ainda trazido de volta alguém, seria muito estranho que até hoje tal história não tivesse sido mencionada por ninguém.

Roberts afirma que a sua mãe conhecia Mary Brunner, a mãe do verdadeiro filho de Charles Manson. O filho de Manson e Brunner, que foi chamado de “Sunstone Hawk”, já teve muita coisa escrita sobre ele no passado. Ele foi entrevistado na televisão, e não tem qualquer semelhança com Matthew Roberts. Roberts afirmou que sua mãe era loira e de olhos azuis, como Mary Brunner, o que não parece plausível ao olhar para as características físicas de Roberts. Se Charles Manson tivesse um filho com uma mulher loira e de olhos azuis, a criança teria uma aparência norte-européia, assim como o verdadeiro filho de Charles Manson. Roberts não tem essas características.

Houve muitos casos de crianças impostoras no círculo da suposta “Família Manson”. Lembra-se de Julian, o filho impostor de Ouish? O caso de Matthew Roberts não é novo, e não é original. Pessoas como ele mentiram no passado, e outros mentirão sobre isso no futuro.

Quanto tempo passará até que mais essa falsidade seja desmentida?

 

História falsa número dois: Phil Spector

Algum tempo atrás, foi publicada uma história alegando que Charles Manson queria gravar músicas com Phil Spector. Aparentemente, a história foi criada com base em um fato simples: Phil Spector iria para a prisão de Corcoran, na Califórnia, a mesma em que Manson está hoje. Alegou-se que Charles Manson havia passado uma nota para Spector afirmando seu desejo de gravar músicas com ele. Nenhuma nota existiu, e não foi Spector quem lançou essa mentira. Charles Manson nunca escreveu uma nota para Phil Spector, e nunca expressou desejo de trabalhar com ele. Além disso, o Departamento de Administração Penitenciária da Califórnia também negou a história. Charles Manson e Phil Spector estão alojados em instalações separadas, muito distantes, cada um com uma equipe separada de guardas. Essa história simplesmente nunca aconteceu.

Charles Manson negou essas duas histórias, chamando-as de falsas. Ele também manifestou pouco interesse em ambas.

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Crescimento econômico e o fim da vida na Terra

•01/02/2010 • 1 Comentário

Desde o nascimento até atingir a maturidade sexual, com cerca de seis semanas, um hamster duplica de peso a cada semana. Se, em vez de nivelar-se na maturidade, o hamster continuasse a crescer – duplicando de peso a cada semana – estaríamos diante de um hamster de nove bilhões de toneladas em seu primeiro aniversário. Se ele continuasse comendo na mesma proporção do seu peso, o consumo diário do hamster seria maior do que a produção total anual de milho no mundo.

Na natureza, há uma razão por que as coisas não crescem indefinidamente. No entanto, os falsos profetas da economia contemporânea parecem acreditar que a economia existe independente das leis da biologia, química e física. Essa criação humana é vendida às pessoas como algo além das leis da vida nesse planeta. Assume-se, sem exceção, que o crescimento econômico infinito num planeta finito é algo desejável e possível.

O limite do crescimento

Sugerir que o crescimento poderia finalmente ser limitado por condicionantes físicos, é claro, não é algo novo nas margens tanto da economia como em outras disciplinas.

Por exemplo, um grupo de pesquisadores, em 1972, usou um modelo de computador primário para comparar os recursos naturais disponíveis no planeta com as taxas de consumo humano. O modelo foi publicado e se tornou conhecido como “Relatório de Limites do Crescimento”. Naquela época, dados eram escassos e o poder de processamento dos computadores não pode ser comparado com as máquinas de hoje. Apesar disso, os pesquisadores criaram um modelo do planeta 30 anos mais tarde, e viram que, assim como tudo na natureza, o crescimento humano e das suas criações (a economia, por exemplo) também era limitado. O aumento na taxa de consumo humano caminha em paralelo com a população humana. Obviamente, menos recursos naturais implicam em menos pessoas consumindo. A conclusão final disso é que, se não houver mudanças na taxa de consumo, deverá haver mudanças na quantidade daqueles que consomem – ou seja, menos seres humanos no planeta. Enfim, voltando a 1972, alguns reagiram ao relatório como um sinal importante. Mas a maioria fez piadas e usou os dados publicados para atacar movimentos que se consideravam “ambientalistas” – nesse contexto, ironicamente, o risco para o crescimento infinito seria o próprio meio ambiente, e não as práticas humanas com os recursos finitos do planeta.

Mas quanto aos limites do crescimento, nós não devemos nos surpreender. Por que, e baseado em que, a sociedade de consumo acredita que realmente poderia ser dona do planeta e ainda comê-lo e usá-lo sem restrições?

Um livro interessante chamado “Collapse”, escrito por Jared Diamond, trata dessa pergunta simples, mas que poucos ousam fazer. O livro lida com casos de sociedades que ao longo da história se tornaram extintas por ultrapassar os limites de consumo dos seus sistemas de suporte de vida naturais. A lista é longa. De fato, a história é testemunha de como a riqueza vem muitas vezes à custa de liquidar o capital natural. Falando a língua dos falsos profetas da economia, mas em termos ambientais, “uma impressionante conta bancária pode esconder um fluxo de caixa negativo”. Aprender com o passado é iluminar o futuro, e poucas lições são mais importantes do que a queda de civilizações que viveram sob a filosofia de governar a Terra.

A falência ecológica

Os estudos mais recentes sobre as “pegadas ecológicas” dos seres humanos no planeta Terra revelam que, conservadoramente, o planeta leva cerca de 18 meses para produzir os sistemas ecológicos que a humanidade consome em um ano. Ou seja, a cada ano, destruímos uma variedade de vidas que a Terra não é capaz de reproduzir no mesmo período. Ao que tudo indica, o fluxo de caixa negativo está piorando.

Em um estudo publicado na revista científica Nature em setembro de 2009, um grupo de 29 cientistas internacionais identificou nove processos na biosfera para o qual consideram que é necessário “definir os limites do planeta”. São barreiras que, em teoria, os homens não devem cruzar. Das nove barreiras, três já tinham sido transgredidas: alterações climáticas, a interferência no ciclo de nitrogênio, e a perda de biodiversidade.

Assumindo que a humanidade não queira deliberadamente destruir seus próprios fundamentos, e com tanta ciência e monitoramento sofisticado disponíveis, porque isso está acontecendo? A resposta é simples. Todas as promessas de tecnologias mágicas afogam-se em um crescimento contínuo, que derruba os ganhos de eficiência no consumo de energia e de recursos naturais. Ironicamente, os ganhos de eficiência acabam por não reduzir o total de energia consumida. É simples: uma maior eficiência energética tende a reduzir custos, e a conseqüência disso é o aumento do consumo global. Dessa forma, o ciclo vicioso é contínuo.

O peso da prova

Aqui está uma ironia: a ciência exata da mudança do clima é submetida continuamente ao grau mais extraordinário de análise crítica da mídia. Os cientistas céticos, os poucos que expõe suas teorias publicamente, recebem um tempo de exposição desproporcional para as suas idéias otimistas. Mas quando a ciência “sombria” da economia está em pauta, as reportagens diárias sobre o seu eixo central – de que o crescimento é bom – passam incontestadas.

Quando se lida com a economia, o equilíbrio jornalístico é simplesmente abandonado. Por quê? A melhor resposta é que esse tipo de economia não é uma ciência de forma alguma, mas sim uma doutrina. Questionar a ciência predominante lhe faz, muitas vezes, um cientista. Questionar uma doutrina faz de você um herege, e os hereges são excomungados.

Chegou o momento de questionar. Agora, o peso da prova recai sobre aqueles que prometem um crescimento sem fim, em demonstrar como tal coisa seria possível. Certamente, essa criação humana não se encaixa nas leis da natureza.

Dinheiro não resgatará ATWA. Dinheiro não irá trazer de volta o ar, as árvores, a água e os animais que se foram, trocados por pedaços de papel que movimentamos em nosso sistema de economia. Sem ATWA, não existe vida nesse planeta. Não existe economia, não existe passado nem futuro, e não existe Deus.

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Charles Manson – Formiga Soldado

•29/01/2010 • Deixe um Comentário

Abaixo, mais uma produção oficial de ATWA.

Esperamos produzir em breve uma versão semelhante com legendas em português. Essa é a versão original.

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Amor Selvagem

•28/01/2010 • Deixe um Comentário

Amor.

 

Amor.

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ATWA Brasil – Instinto e Sobrevivência

•27/01/2010 • Deixe um Comentário

Abaixo, mais uma produção da ATWA Brasil – “Instinto e Sobrevivência”.

A perfeição do instinto e da sobrevivência. Um cachorro sente um terremoto cinco segundos antes de ele acontecer, e abandona o edifício. Os seres humanos presentes se levantam apenas depois de a destruição começar.

“Sobreviver é um jogo isolado, e a única vez que você perde é quando você está morto.”
-Charles Manson

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Novas palavras de Charles Manson (de 2009)

•26/01/2010 • 4 Comentários

“Compreender é muito mais do que ler sobre ou ver na televisão. Você pode gastar mil vidas sem compreender nem sequer uma estrela. No coração de um pássaro ou no rangido de um rato podem estar todas as respostas para o mundo, e as pessoas passam por cima disso e nunca compreendem o quão grande o amor é. Estúpidos somos nós por pensar que poderíamos algum dia compreender, porque o que é real é grande demais.”

“A mulher pegava uma colher cheia de comida, enfiava na boca do bebê, e o bebê cuspia tudo para fora. Ela pegava a comida do queixo dele, e dava na boca dele de novo, e ele cuspia de novo. E ela botava de novo, e ele cuspia de novo. Aí, finalmente ele engolia a comida. Eu disse: ‘Mulher, o que você está fazendo?’ Ela disse: ‘Estou alimentando o bebê.’ Eu disse: ‘O bebê não quer isso na boca dele, ele está cuspindo para fora.’ Ela disse: ‘Ah, ele está apenas brincando.’ Eu disse: ‘Não coloque a brincadeira na criança. Ele não está brincando, ele não quer isso na boca dele.’ Eu olhei de novo para a situação: papinha para bebês, de limão, feijão e bacon. Eu disse: ‘Essa criança não gosta dessa papinha de limão, feijão e bacon. Deixe essa pra lá, e pegue essa de ameixas.’ O bebê experimentou a papinha de ameixas, e comeu tudo de uma só vez. E assim, as coisas que ele cuspia a mãe passou a separar de um lado, e as que ele não cuspia ela colocava de outro. Aquele bebê não comia carne de forma alguma. Ninguém falou para ele ser um vegetariano; ele simplesmente não queria carne na boca dele. É interessante demais, não é? Esse foi um dos motivos porque eu deixei de comer carne. Porque se aquele bebê não queria comer carne, devia haver algo de errado com ela, mas eu percebi que se você continuasse a forçar a carne contra ele, ele acabaria aceitando. Ele não teria outra coisa a fazer.”

“O meu pensamento todo era: mais tudo no nada, começar tudo de novo. E começar tudo de novo como um só. Começar como um só, e todos se levantando juntos, vestindo as mesmas coisas, fazendo as mesmas coisas, e é isso. Ir para a guerra contra a poluição! Essa seria, simplesmente, a finalidade da Constituição e do governo comunista de George Washington. O governo de George Washington era para as pessoas e pelas pessoas. Isso é comunismo. Puro, tão puro quanto o coração pode ser. Para os ingleses e o Império Britânico, e para todos os governos que existiam no planeta, os Estados Unidos da América, a nova ordem mundial de George Washington, era vista como comunismo.”

“As nossas mentes têm se movido pela eternidade, pois a eternidade é a vinda das formas de vida inteligentes. Ou você é inteligente o suficiente para respeitar e obedecer as regras e leis da vontade de Deus, ou você não existe de maneira alguma.”

“A lei deve ser respeitada e considerada a vontade de Deus, e não algo para se brincar e usar para fins burocráticos mentirosos. O problema é: o ar está morrendo. Qualquer coisa que seja um pecado contra o ar é um pecado contra a sua vida. Qualquer um que cometa um pecado contra o ar deve ser considerado um criminoso, e qualquer ato que seja cometido contra o ar de qualquer forma deve ser considerado um crime. Uma guerra contra qualquer coisa, qualquer um, de qualquer forma, que seja uma ameaça a sua sobrevivência. A Ordem Mundial no tribunal, no crime e na punição é: o ar é Deus. Sem o ar nós não conseguimos sobreviver. Qualquer coisa que seja colocada na lei deve ser contra os criminosos que estão destruindo o seu ar. O ar é tudo o que você tem.”

-Charles Milles Manson

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Conhecer a terra é compreender o problema

•25/01/2010 • Deixe um Comentário

“Os sapos desapareceram da zona rural por causa das mudanças do clima, e agora não há como controlar os insetos. Agora temos que usar produtos químicos para lutar contra as pestes, mas isso está matando o solo”, conta Julián Pilco, um fazendeiro peruano. Enquanto homens de paletós se encontram para discutir o impacto ambiental das práticas humanas, armados com complexos sistemas e modelos climáticos, fruto do trabalho de cientistas dedicados e bem pagos, basta realmente estar vivo e consciente sobre o que cerca o homem hoje para compreender que algo mudou seriamente. As pessoas que vivem na terra, e de acordo com a terra, sabem muito bem disso.

A emissão excessiva de gases de efeito estufa, a maioria proveniente dos países chamados de “industrializados”, tem um impacto cada vez mais forte na vida de milhões de pessoas residentes em áreas rurais ao redor do mundo. O principal emissor de gases do efeito estufa é os Estados Unidos, com 20,6% do total global. O Peru, nosso vizinho, de acordo com dados da Convenção das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima, emite apenas 0,4% desses gases, mas é um dos países mais vulneráveis no que se refere às conseqüências dessa prática.

As geleiras peruanas diminuíram 22% nos últimos anos – o equivalente ao consumo total de água da sua capital, Lima, por um período de 10 anos. Pragas e doenças têm aparecido em novas áreas, enquanto que na Amazônia Peruana há cada vez mais inundações, secas e tempestades de granizo. Em pouco tempo, a região perdeu completamente qualquer forma de equilíbrio natural.

Testemunhos alarmantes dos que vivem da terra são muitos. “As chuvas que costumavam vir em setembro chegam agora em janeiro do ano seguinte. Enquanto isso, o sol não perdoa”, conta Abrasa Pilco, um agricultor da região central andina de Cuzco. “Não há mais nenhuma neve na montanha Apu Ausangate, e não há mais água nas nascentes”, diz Cayetano Huanta, um agricultor da mesma região. Na cidade costeira de Chimbote, Yolanda Lara relata que “o mar está transbordando e as fundações das casas foram enfraquecidas”. Na região amazônica de San Martín, o experiente agricultor Misael Salas Amasifuén relata recentes tempestades de granizo em sua comunidade: “Isso nunca tinha acontecido antes”. Os sinais estão claros.

Para aqueles que não estão trancados em suas prisões, suas cidades, fortalezas para “proteger” o homem do mundo animal do qual ele ironicamente pertence, a mudança climática da Terra não é algo a ser debatido considerando o futuro – ela está acontecendo aqui, agora! O planeta está respondendo a cada minuto às decisões humanas e, portanto, todos os homens, como um só, são responsáveis pelo que está a caminho.

ATWA – ar, árvores, água, animais – é o nosso sistema de suporte de vida, e destruir ATWA é apagar a nossa existência. Manson diz: “A ecologia é Deus, pois sem ela estaremos mortos para sempre – não haverá vida na Terra”. A terra e os animais têm mais a nos falar do que qualquer modelo climático de qualquer cientista, e interpretar os sinais que vêm da terra é a única maneira de aprender a respeitar o nosso planeta, que pulsa com vida. Ele continuará a viver mesmo depois de todos nós desaparecermos.

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Felizes Festas de Charles Manson!

•21/01/2010 • Deixe um Comentário

Abaixo, um cartão postal de Charles Manson que atrasou para chegar, desejando “Felizes Festas!”

Felizes festas, irmão.

O envelope

Frente do cartão

Verso do cartão

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Citações de Pentti Linkola

•20/01/2010 • Deixe um Comentário

O ambientalista finlandês Pentti Linkola escreve muito sobre as mudanças climáticas e seus efeitos apocalípticos que já são sentidos hoje pela humanidade, mas ele não toma o caminho mais fácil e otimista, como a maioria dos autores. Em vez disso, ele prefere ser brutalmente honesto, e sugere que nós já perdemos a nossa chance de reduzir os danos causados ao nosso planeta. Sendo assim, segundo ele, o que devemos fazer é começar imediatamente a eliminar os excessos humanos e tecnológicos.

A linha de pensamento de Linkola vai de acordo com o que Charles Manson tem dito há 40 anos. Ainda na década de 1960, Manson soube ver o caminho que a humanidade estava traçando, e desde então ele não deixou de nos alertar. Palavra por palavra, suas profecias foram se tornando realidade. Obviamente, diferentes homens têm diferentes idéias, e seria ingênuo assumir que divergências de pensamentos não existam. Mas certamente um conhecimento mais profundo sobre as propostas de Pentti Linkola irão iluminar a todos que lutam por ATWA. Sendo assim, vamos às citações:

“O que fazer quando um navio que transporta centenas de passageiros, de repente, vira e há somente um barco salva-vidas? Quando o barco estiver cheio, aqueles que odeiam a vida vão tentar carregá-lo com mais pessoas e afundarão o barco. Aqueles que amam e respeitam a vida vão pegar seus machados e cortar as mãos daqueles que se agarram às paredes do barco.”

“A composição dos ‘ativistas verdes’ parece ser a mesma da população em geral – somente pedaços de madeira à deriva, pessoas que nunca pensam.”

“Uma minoria não pode nunca ter qualquer outro meio eficaz para influenciar o andamento das coisas além do uso da violência.”

“Qualquer ditadura seria melhor do que as democracias modernas. Não pode haver um ditador que seria tão incompetente a ponto de mostrar mais estupidez do que a maioria das pessoas. A melhor ditadura seria uma em que muitas cabeças iriam rolar e o governo impediria qualquer crescimento econômico.”

“A fé mais fundamental e irracional entre as pessoas é a fé na tecnologia e no crescimento econômico. Seus sacerdotes acreditam até a morte que a prosperidade material traz prazer e felicidade – mesmo que todas as provas da história tenham mostrado que apenas a necessidade e as incertezas resultam em uma vida digna, que a prosperidade material não traz nada além de desespero. Estes sacerdotes ainda acreditam na tecnologia quando se engasgam em suas máscaras de gás.”

“A existência de milhares de milhões de pessoas com mais de 60 kg de peso neste planeta é uma imprudência.”

“Movimentos e grupos alternativos são um alívio bem-vindo e um presente para a sociedade do crescimento econômico.”

“Teremos de aprender com a história dos movimentos revolucionários – os nacional-socialistas, os stalinistas finlandeses, as várias etapas da revolução russa, os métodos das Brigadas Vermelhas – e esquecer os nossos egos narcisistas.”

“Tudo o que temos desenvolvido ao longo dos últimos 100 anos deve ser destruído.”

“Um erro fundamental e devastador é a criação de um sistema político baseado no desejo. As sociedades e a vida têm sido organizadas com base no que um indivíduo quer, e não no que é melhor para ele ou ela. Assim como apenas uma pessoa entre 100 mil tem o talento para ser um engenheiro ou um acrobata, poucas são as que verdadeiramente têm a capacidade de gerir os assuntos de uma nação ou da humanidade como um todo. Neste momento e nesta parte do mundo, estamos decapitados, pendurados sob a democracia e o sistema parlamentar, mesmo que estas sejam as invenções mais estúpidas e desesperadas da humanidade. Em países democráticos, a destruição da natureza é muito maior. A nossa única esperança reside em um governo central forte e no controle intransigente dos cidadãos.”

“Se o valor atual da população da Terra for preservado e reduzido apenas através de meios de controle de natalidade, então:
- Dar a luz deve ser licenciado. Para melhorar a qualidade da população, famílias geneticamente ou socialmente impróprias terão negadas o direito de procriar, de modo que permissões de procriação possam ser distribuídas a famílias de qualidade.
- A produção de energia deve ser reduzida drasticamente. A eletricidade deve ser permitida apenas para a iluminação básica e comunicações.
- Alimentação: a caça precisa ser mais eficiente. A dieta humana deve incluir ratos e animais invertebrados. A agricultura deve voltar para pequenas unidades de máquinas não-mecanizadas. Todos os dejetos humanos serão usados como fertilizante.
- O transporte deve ser feito principalmente com bicicletas e barcos a remo. Os automóveis particulares serão confiscados. Viagens de longa distância serão feitas com esparsos transportadores. Árvores serão plantadas na maioria das estradas.
- Negócios Estrangeiros: toda a imigração em massa e a maior parte das importações e exportações devem parar. Viagens ao exterior serão permitidas apenas para um pequeno número de diplomatas e correspondentes.
- Negócios em geral irão praticamente acabar. A fabricação de produtos será permitida apenas para necessidades bem argumentadas. Toda a capacidade de produção será propriedade estatal. Os produtos serão duráveis, e passados por gerações.
- Ciência e escolaridade: a educação vai concentrar-se em habilidades práticas. Toda a concorrência está erradicada. As pesquisas tecnológicas serão reduzidas ao mínimo. Mas cada criança vai aprender sobre como limpar um peixe de uma forma em que só os ossos grandes ficam sobrando.”

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Um pensamento de Charles Manson

•19/01/2010 • Deixe um Comentário

Ele diz:

“If you need someone else to blame, you can’t see in the looking glass. You can look, but to see in real you must know your self first and foremost.”

“Se você precisa culpar alguém, você não pode olhar no espelho. Você pode olhar, mas para realmente ver você precisa conhecer você mesmo primeiro e acima de tudo.”

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Colônia de formigas dominando a Terra

•18/01/2010 • Deixe um Comentário

Uma única mega-colônia de formigas colonizou boa parte do planeta. Cientistas descobriram recentemente que formigas argentinas (humile Linepithema), habitando áreas na Europa, Estados Unidos e Japão, fazem parte de uma única colônia inter-relacionada, e se recusam a lutar entre si. A colônia é a maior de seu tipo já conhecida entre qualquer espécie de inseto, e poderia rivalizar com os seres humanos na escala de dominação da Terra.

O que é mais interessante é que os seres humanos estão involuntariamente ajudando essa mega-colônia. As formigas argentinas eram nativas da América do Sul, mas as pessoas têm involuntariamente introduzido as formigas por todos os continentes – exceto na Antártida. Essas formigas argentinas são reconhecidas por formar grandes colônias, mas a grande novidade é a questão da unicidade entre colônias em diversos continentes, separados por milhares de quilômetros.

A colônia das formigas argentinas na Europa se estende por um trecho de 6.000 km ao longo da costa do Mediterrâneo, enquanto nos Estados Unidos ocupa 900 km ao longo da costa da Califórnia. A terceira grande colônia existe na costa oeste do Japão.

Enquanto as formigas geralmente são altamente territoriais, aquelas que vivem dentro de cada colônia são tolerantes entre si, mesmo que elas vivam a dezenas ou centenas de quilômetros de distância. Considerando isso, cientistas descobriram que há bilhões de formigas argentinas ao redor do mundo, todas realmente pertencendo a uma única mega-colônia global.

Pesquisadores no Japão e Espanha, liderados pela Universidade de Tóquio, descobriram que as formigas argentinas que vivem na Europa, Japão e Califórnia compartilham um perfil químico muito semelhante de hidrocarbonetos em suas cutículas. Mas experiências posteriores revelaram a verdadeira extensão da ambição global desses insetos.

A equipe de pesquisadores selecionou formigas selvagens das super-colônias da Europa, dos Estados Unidos e do Japão. Em seguida, eles colheram indivíduos de uma colônia menor, que vive na costa ibérica, e de outra pequena colônia da região de Kobe, no Japão. Eles então testaram as formigas em pares, para ver o quão agressivo os indivíduos de colônias diferentes seriam uns aos outros.

O resultado foi surpreendente. Formigas das colônias menores foram sempre agressivas umas com as outras. As formigas da super-colônia da costa oeste do Japão lutaram contra os seus rivais de Kobe, enquanto as formigas do Conselho Europeu das Super-colônias avançaram contra as da pequena colônia ibérica. Quando testadas entre si, as formigas das super-colônias não atacavam. Dessa forma, pode-se afirmar que as super-colônias da Europa, dos Estados Unidos e do Japão funcionam como um único império de formigas, em paz entre si e em guerra com as demais colônias individuais.

 

Uma Grande Família

Sempre que as formigas das super-colônias entraram em contato, elas agiram como se fossem antigas conhecidas. Essas formigas esfregaram antenas com umas com as outras e nunca se tornaram agressivas ou tentaram se evitar. Em soma, elas agiram como se todas pertenciam à mesma colônia, apesar de viverem em continentes diferentes, separadas por vastos oceanos.

A explicação mais plausível é que as formigas dessas três super-colônias são de fato da família, todas geneticamente relacionadas, afirmam os pesquisadores. Quando elas entram em contato, reconhecem umas às outras em função da composição química das suas cutículas. “A enorme extensão desta população é comparável apenas ao da sociedade humana”, escreveram os pesquisadores no periódico Insect Sociaux, no qual eles relatam suas descobertas.

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